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Fundação MT: Estudo destaca os benefícios das biotecnologias para o controle de lagartas no algodoeiro

Helicoverpa Armigera. Foto: Divulgação

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Lucia Vivian. Foto: Divulgação

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) realizou um estudo para avaliar os danos causados por lagartas nas lavouras de algodão e os benefícios das biotecnologias na sua proteção.

O uso de cultivares transgênicas, que expressam toxinas Bt, tem se mostrado a opção mais segura para o controle dessas pragas, que podem causar desfolha e danos nas estruturas vegetativas do algodoeiro, afetando a produção.

 

Refúgio. Foto: Divulgação

Na temporada atual, tem sido observada a ocorrência de lagartas falsa-medideira, do complexo Spodoptera e Helicoverpa armigera nas lavouras de algodão em Mato Grosso. Essas pragas são mais frequentes em lavouras plantadas com cultivares que não possuem ferramentas de controle, como a tecnologia Bt. No entanto, as pesquisas realizadas pela Fundação MT mostraram que as plantas transgênicas de algodão estão apresentando redução ou até mesmo ausência de danos.

As cultivares de algodão que expressam toxinas Bt têm se mostrado eficazes no controle de lagartas como curuquê-do-algodoeiro, falsa-medideira, Helicoverpa armigera, lagarta-das-maças e Spodoptera spp., que são comumente encontradas nas plantações de algodão. Nas pesquisas da Fundação MT, não foram observadas populações de lagartas e danos significativos nas cultivares Bt3, WS3 e GLTP. No entanto, as avaliações ainda estão em andamento para verificar se haverá presença dessas pragas no decorrer do ciclo da cultura.

Helicoverpa Armigera. Foto: Divulgação

Por outro lado, nas cultivares não-Bt, os danos causados pelas lagartas começaram com a desfolha das plantas e afetaram também as estruturas vegetativas. Lagartas da espécie S. eridania causaram danos significativos nas folhas e nas brácteas, enquanto lagartas S. frugiperda e H. armigera provocaram danos nas estruturas vegetativas a partir dos estágios com botões florais e maças.

A pesquisadora Lucia Vivan, entomologista da Fundação MT, destacou a presença de lagartas S. frugiperda mesmo em cultivares Bt2, com danos em flores, botões e maças do algodoeiro, porém em menor intensidade do que nas cultivares não-Bt. Esse fato evidencia a necessidade de adotar práticas de manejo de resistência de insetos, como a utilização de áreas de refúgio nas lavouras Bt, para prolongar a efetividade das proteínas Bt expressas nas plantas transgênicas.

Divulgação

A adoção de áreas de refúgio consiste em plantar algodão convencional em uma determinada porcentagem da área, dentro de um raio máximo de 800 metros entre as plantas. Essa área de refúgio permite o cruzamento de insetos resistentes às proteínas Bt com insetos suscetíveis, restaurando a suscetibilidade da população às proteínas do algodão Bt.

Além do uso de cultivares transgênicas, o controle de pragas no algodoeiro requer práticas de manejo integrado, como monitoramento, controle químico e biológico, manutenção e preservação de inimigos naturais, tratamento de sementes e estabelecimento de períodos específicos de semeadura para cada região.

A Fundação MT desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da agricultura, fornecendo informações técnicas imparciais e confiáveis para auxiliar os produtores na tomada de decisões. Com sede em Rondonópolis-MT e diversos Centros de Aprendizagem e Difusão distribuídos pelo Estado, a instituição busca promover a produção sustentável no setor agrícola.

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