No universo predominantemente masculino do agronegócio, as mulheres estão se destacando, desafiando estereótipos e redefinindo o cenário. Em uma entrevista exclusiva ao portal Momento MT, Dayanne Garcia, engenheira agrônoma e integrante ativa do grupo Agroligadas, compartilhou suas perspectivas e experiências sobre a presença feminina no setor.
Dayanne ressalta a determinação das Agroligadas: “As Agroligadas vêm lutando assiduamente em cima desse projeto, e graças a Deus a gente tem conseguido um aceite muito grande das outras mulheres, né?”
No desafiador universo do agronegócio, Dayanne Garcia enfrenta não apenas as complexidades do campo, mas também a luta constante por validação profissional. Mesmo diante de conquistas notáveis nas vendas, ela compartilha a difícil realidade de receber críticas que diminuem suas realizações. “É difícil fazer as vendas. Sendo mulher, eles te consideram de uma maneira diferente. A maior dificuldade é o próprio profissional, homem concorrente, que se sente menosprezado e ataca a mulher”, destaca Dayanne. A batalha não se limita apenas ao campo comercial, mas também à necessidade de enfrentar estereótipos prejudiciais. Muitas vezes, a validação do sucesso é questionada, insinuando que, em vez de habilidade e competência, a conquista é atribuída à sedução, desvalorizando a capacidade profissional da mulher no agronegócio. Essa percepção distorcida não apenas subestima o mérito das realizações, mas também destaca a urgência de desafiar e transformar as mentalidades arraigadas que perpetuam tais estereótipos no setor.

Refletindo sobre os desafios específicos da engenharia agronômica, ela questiona: “Eu tô vendo aqui no seu perfil que você é engenheira agrônoma. Acha que podemos explorar algumas pautas mais específicas sobre engenharia agronômica? Teria alguma sugestão nesse sentido?”
Dayanne não hesita ao abordar as barreiras enfrentadas no campo: “A dificuldade para a mulher no campo é grande. O preconceito ainda é muito presente, principalmente no setor comercial onde atuo hoje.”
Sobre a persistência do preconceito, ela destaca: “Muito, muito, muito, muito. Comparado às 24 horas, principalmente no setor comercial.”

A conversa evolui para o desafio das vendas, onde Dayanne destaca o estigma enfrentado: “É difícil fazer as vendas. Sendo mulher, eles te consideram de uma maneira diferente. A maior dificuldade é o próprio profissional, homem concorrente, que se sente menosprezado e ataca a mulher”, comentou.
Quanto ao papel das Agroligadas no empoderamento, Dayanne observa: “Nos dá um suporte imenso. Abre um leque gigante pra gente. Enquanto a gente entra no mercado, eles ficam mais ariscos, porque até então, esse mercado era só masculino.”
Expressando sua visão otimista sobre o futuro, ela declara: “O lugar de mulher é onde ela quiser. Na minha opinião, hoje já está muito de igual para igual, e é questão de tempo para o homem aceitar que a mulher está dominando o mercado.”
A entrevista encerra com Dayanne projetando o futuro das Agroligadas: “Vamos nos reunir em janeiro para definir como será 2024, com mudanças positivas, mais ativas em campo. A intenção é expandir ainda mais os projetos que já estamos desenvolvendo.”
Para além dos desafios enfrentados por mulheres no agronegócio, vê-se em Dayanne Garcia a resiliência e a busca por igualdade por parte de grupos como as Agroligadas, que continuam a inspirar e transformar o setor.
Essa história não é apenas sobre uma mulher no agronegócio, mas sobre uma comunidade de mulheres que desafiam juntas as expectativas e pavimentam o caminho para uma indústria mais inclusiva e equitativa.
À medida que Dayanne Garcia e outras mulheres continuam a trilhar novos caminhos, o agronegócio se torna um terreno fértil para a diversidade e a inovação, reforçando a ideia de que o sucesso não tem gênero.





























