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Câncer que tirou a vida de Chadwick Boseman começa imperceptível, alerta especialista de MT

O Setembro Verde é o mês de conscientização sobre o câncer de intestino; a previsão é de 34 mil novos casos em 2020

O câncer de cólon, que tirou a vida do ator Chadwick Boseman, de 43 anos, astro do filme Pantera Negra, na última sexta-feira (29), geralmente não apresenta sintomas na fase inicial. De acordo com o coloproctologista Mardem Machado, de Cuiabá (MT), geralmente os sintomas são mínimos ou inexistem no início da doença, quando os resultados do tratamento seriam melhores.

“Por isso é recomendado o rastreamento a partir dos 50 anos e a partir dos 30 para pessoas com casos de câncer na família”, orienta o especialista.

De acordo com Dr. Mardem, um dos sintomas iniciais é a perda de sangue, que pode ser oculto (só se manifestando através de uma anemia, fraqueza e cansaço) ou visível (sangue vivo ou escuro) percebido ao evacuar ou surgindo misturado às fezes.

A pessoa com câncer de cólon, segundo o coloproctologista, também sente dor abdominal, massa abdominal, alteração do ritmo intestinal, intestino preso, diarreia alternada com intestino preso, vômitos ou náuseas.

“São tumores malignos que podem comprometer todo o intestino grosso (cólon) e o reto. Podem atingir tanto homens quanto mulheres, sendo a primeira causa de câncer do aparelho digestivo e a terceira em incidência entre todos os tumores malignos em nosso país”, esclarece.

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Os tumores de intestino grosso podem ser divididos em esporádico e familiares, contudo, existem doenças associadas que podem aumentar a sua incidência.

Os fatores de risco que mais influenciam o surgimento de casos esporádicos de câncer intestinal são idade acima de 50 anos, dieta com alto teor de gordura, carnes, baixo teor de cálcio, obesidade, sedentarismo e tabagismo.

No caso de câncer de cólon por herança familiar, o risco está associado à transmissão genética dentro da família. Ou seja, aqueles que têm familiares com história de câncer colorretal, câncer de ovário, endométrio ou mama.

“Algumas doenças representam fator de risco no câncer, como as doenças inflamatórias do cólon, como a “retocolite ulcerativa” e a “doença de Crohn”, em especial”.

Diante dos sintomas ou sinais, é importante que a pessoa procure um médico para que indique os exames necessários, sempre objetivando o diagnóstico precoce de pólipos ou de pequenos tumores. “Não faça autodiagnóstico, nem se submeta a exames sem orientação médica”, orienta Dr. Mardem.

Tratamento

Quando o tumor é muito inicial ou ainda trata-se de um pólipo, geralmente pode ser retirado através da colonoscopia.

Na maior parte das vezes, o tratamento é a cirurgia para remoção da parte afetada juntamente com os gânglios linfáticos (linfonodos). Em alguns tumores de reto, de diagnóstico precoce, é possível removê-lo através do ânus. Em outros casos, é possível retirar parte do reto e preservar o esfíncter anal, eliminando a necessidade de colostomia.

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Dependendo do grau de desenvolvimento do tumor pode ser necessário um tratamento adicional de quimioterapia e em alguns casos também de radioterapia. Em alguns casos, este tratamento (radioquimioterapia) pode ser indicado antes da cirurgia, reduzindo o tamanho do tumor e facilitando sua retirada.

Em geral, a cirurgia é realizada por via abdominal. Em casos selecionados, a videolaparoscopia pode ser indicada. Dependendo do tipo de cirurgia e necessidade pode ser necessária a colocação de uma colostomia ou ileostomia, temporária ou permanente. Segundo Dr. Mardem Machado podem ocorrer metástases no paciente com câncer de cólon, especialmente nos casos avançados.

“Enfim, melhor tratamento para o câncer colorretal é o diagnóstico precoce, lembrando que manter uma alimentação adequada, rica em vegetais, controle do consumo de carne processada ou vermelha, prática regular de atividade física e check-ups anuais, é possível prevenir ou evitar o aparecimento da neoplasia”, completa o coloproctologista.

Setembro Verde

Este é o mês de conscientização sobre o câncer de intestino. A campanha “Setembro verde”, promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), visa informar a população sobre a importância de realizar ações preventivas contra a doença. De acordo com o Inca, a estimativa é de 34 mil novos casos em 2020. Este tipo de câncer é o segundo mais incidente em mulheres e o terceiro entre os homens.

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Tempo ferroviário – 1

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            Neste momento Mato Grosso está começando a lidar objetivamente com a solução do seu cruel problema de logística. Três ferrovias estão na pauta objetiva do país: Ferrovia estadual, Fico e Ferronorte. Somam 2.016 quilômetros de extensão e investimentos de 36 bilhões e 200 milhões de reais.

            Estamos falando de uma nova era no Centro-Oeste e particularmente em Mato Grosso, que será pra sempre o maior produtor de alimentos do país e um dos maiores no mundo. Uma nova era significa a complementação do sistema de transportes rodoviário com as ferrovias, justamente no eixo das principais área de produção de alimentos. Com transporte adequado, Mato Grosso completará a terceira profecia do sacerdote católico Dom Bosco, em 1895, segundo a qual “entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. (…) Surgirá aqui a Terra da Promissão, fluente de leite e mel”. Uma série de outras percepções na mesma linha foram previstas nos dois últimos séculos, incluindo o atual Dalai Lama. Segundo ele, “com a saída do Dalai Lama, do Tibete, em 1960, o coração espiritual do mundo transfere-se para o coração da América do Sul”.

            Esta série de três artigos fara uma trajetória pelo tema ferrovias na percepção de Mato Grosso e na percepção brasileira iniciada no século 19. Os cafezais de São Paulo, de Minas e do Espirito Santo até os anos 1960 foram apoiados por ferrovias. Na segunda metade do século, o Paraná entrou forte na produção de café, mas já usando o rodoviarismo. Na década de 1960 as ferrovias perderam espaço pros caminhões. Desde então, a decadência dos trilhos foi total.

            Hoje, por questões ambientais de emissão de carbono, por outros problemas ambientais, pelos custos do caminhão, pelos custos do frente de longa distância, pelas limitações desse transporte diante da produção, por questões de segurança e pelo custo altíssimo das rodovias, dos fretes e dos pedágios, dos combustíveis, o rodoviarismo está com os dias contados. Até mesmo a mentalidade pós-pandemia não comportará mais o rodoviarismo nos moldes atuais.

            Para Mato Grosso expandir-se as ferrovias farão uma diferença enorme. Hoje o frete entre Sorriso e o porto de Santos, em SP, custa R$ 278,00 por tonelada. Além da irracionalidade da distância percorrida com todos os riscos e custos agregados, o produtor perde muito do seu esforço pagando o transporte.

            Antes de discutirmos as ferrovias uma a uma e de recuperar a história do ferroviarismo no Brasil nos próximos artigos, é preciso dizer que será inevitável a substituição do sistema de transporte rodoviário de longa distância por ferrovias. Na verdade, os sistemas rodoviário, ferroviário e hidroviário se completam. Exemplo, os portos de Mirititiuba e Santarém, no chamado Arco Norte.

            Com as ferrovias, surge um mundo completamente novo que vem premiar o pioneirismo dos produtores do centro-Oeste, e de Mato Grosso em particular, que desbravaram os cerrados desconhecidos e fizeram deles oásis de altíssima produção de alimentos nessas últimas 4 décadas.

            Para o Brasil e para Mato Grosso, é bem claro, que as ferrovias serão o futuro. E está bem claro, também, que o país será o que se chamou lá atrás, de “celeiro do mundo”. Isso pede eficiência nos transportes. Continua amanhã.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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