UPAS caindo aos pedações, Hospitais Públicos com deficiência de médicos e sem o básico para atender a população, médicos presos em Operações da Polícia, enfim, o quadro da saúde pública no Distrito Federal é um dos mais tenebrosos dos últimos anos. O mais grave é o amontoado de pessoas espalhadas por corredores de UPAS e Hospitais esperando até 24 horas para serem atendidas.
Durante a Campanha política do ano passado, o então candidato e hoje Governador, Ibaneis Rocha, assegurava a população, o máximo de empenho nos primeiros dias de sua Administração, no sentido de melhorar a saúde pública que, segundo ele, seria um problema de gestão. Mas, na prática, a saúde do Distrito Federal continua sucateada. E, pasmem: O Governador, Ibaneis Rocha, está em Portugal desde a última quarta-feira((22) em viagem não oficial e só retorna ao DF nesta quarta(29) a tarde.
A resposta da Secretaria de Saúde ao caos, se resume só a divulgação de notas, na tentativa de explicar o inexplicável
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgou, nesta segunda-feira (27), um novo Boletim Epidemiológico da Dengue. De 1º de janeiro até 18 de maio foram confirmadas 21 mortes por dengue no DF e notificadas 21.360 ocorrências da doença.
Segundo a pasta, 20.752 (97,2%) dos registros são de moradores do Distrito Federal. Desse total, 18.649 são "casos prováveis de dengue".
Houve 31 casos considerados extremamente graves pela secretaria e 309 com "sinais de alarme". No mesmo período de 2018, foram confirmados dois casos graves e um óbito por dengue.
Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica, Delmason Carvalho, um dos fatores que contribuiu para o aumento dos casos em 2019 foi a chuva. Ele explica que, a chuva faz as larvas do mosquito Aedes aegypti eclodirem, com predominância para o vírus da dengue do tipo 2, bem mais agressivo do que o do tipo 1.
Uma criança de 5 anos diagnosticada com o vírus da gripe H1N1 morreu no Distrito Federal na primeira quinzena deste mês. As informações constam em boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Saúde.
Segundo a pasta, a vítima tinha o sistema imunológico deficiente. A secretaria, no entanto, não detalhou o quadro. Esta foi a segunda morte de 2019 pela doença no DF.
O primeiro óbito após contaminação por H1N1 ocorreu no dia 30 de abril. A vítima, de 83 anos, teria contraído o vírus em uma viagem ao Rio de Janeiro.
A idosa estava internada no Hospital Home, na Asa Sul. A instituição informou que a causa da morte não tem relação direta com o vírus da gripe, mas a contaminação pode ter agravado o quadro de saúde da paciente, que tinha uma doença hematológica grave.
Um terceiro caso é investigado pela pasta. O paciente estava internado no Hospital Regional da Asa Norte e morreu na segunda-feira (27).































