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    Casos de meningite estão ligados a caramujos? Supervisora da Vigilância Sanitária esclarece

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    A supervisora da Vigilância em Saúde, Cláudia Engelmann, esclareceu em entrevista ao Momento MT dúvidas da população sobre a possível ligação entre caramujos e casos de meningite registrados em Mato Grosso. Segundo ela, não há relação entre o caramujo africano e os casos recentes da doença que vêm sendo acompanhados no estado.

    De acordo com a supervisora, o caramujo africano é uma espécie invasora e pode representar risco em situações específicas, mas não está associado às formas comuns de meningite registradas na população.

    “O caramujo africano é outra discussão, que não tem relação com esses casos de meningite que ocorreram”, explicou.

    Cláudia detalhou que o animal pode, em determinadas condições, estar contaminado com um parasita capaz de atingir o ser humano, provocando uma forma rara da doença que afeta as meninges. No entanto, ela reforçou que esse tipo de ocorrência é incomum e diferente das meningites virais e bacterianas mais frequentes.

    “Ele pode ou não estar contaminado com um verme que pode atingir o ser humano e as meninges, causando um tipo específico de meningite, mas é muito raro e não é essa meningite comum por vírus e bactérias”, afirmou.

    A supervisora também alertou a população sobre informações falsas relacionadas ao tema, como a ideia de que jogar sal em lesmas ou caramujos poderia provocar meningite. Segundo ela, além de não ter relação com a doença, essa prática não é recomendada.

    “Não é bom jogar sal, não. Isso pode até espalhar mais o problema”, disse.

    Cláudia orientou que, em caso de infestação do caramujo africano, a população utilize luvas para o manuseio e recolhimento dos animais, armazenando-os em recipientes com água e água sanitária por 24 horas antes do descarte em lixo comum. Ela também recomendou o uso de cal em terrenos para evitar a proliferação.

    A supervisora destacou ainda que, em caso de dúvidas, os moradores devem procurar a Vigilância Ambiental ou agentes de combate a endemias, que estão aptos a orientar corretamente sobre o manejo do animal.

    Durante a entrevista, ela também tranquilizou a população sobre o cenário da doença no município, afirmando que não há surto de meningite em Lucas do Rio Verde.

    “Nós não temos nenhum caso, no momento, suspeito de meningite. Não há surto no município”, afirmou.

    Cláudia explicou que, apesar da ausência de surto local, casos registrados em outras cidades do estado acendem um alerta e reforçam a importância da prevenção. Entre as recomendações estão a higiene das mãos, evitar aglomerações em caso de sintomas gripais e não levar crianças com febre à escola.

    Ela também destacou a importância da vacinação, disponível na rede privada e considerada um reforço importante na proteção de crianças e adolescentes, além das vacinas oferecidas pelo SUS.

    Por fim, reforçou que, diante de sintomas suspeitos, a população deve procurar atendimento médico imediato, garantindo diagnóstico e tratamento adequados.

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