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    Soja: Qual a importância de acompanharmos a safra norte americana

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    Segundo maior produtor de soja do mundo, atrás do Brasil, os EUA têm grande importância na produção mundial do grão e, por isso, acompanharmos a safra americana é importante, pois pode impactar diretamente as cotações da oleaginosa.

    Sendo assim, o USDA, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgou os primeiros números de projeção de área para a safra 19/20, que são obtidos por meio de pesquisa feita com os produtores.
    No relatório, o departamento aponta uma redução de 5,13% comparada à safra passada, estimando uma área total de 34,24 milhões de hectares.

    Além disso, o USDA também informou os estoques trimestrais com 73,92 milhões de toneladas, expressivos 28,78% a mais que o reportado em 1º de março de 2018.

    Deve-se salientar, no entanto, que os números referentes à área de soja ainda estão em aberto, uma vez que as recentes enchentes no Meio-Oeste americano podem influenciar no tamanho da área a ser semeada.
     
    O Indicador Imea – MT, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, encerrou o mês de março cotado a R$ 64,30/sc e com uma elevação de 0,59%, pautada na valorização do câmbio.

     A cotação do contrato corrente na CMEGroup finalizou o mês de março a US$ 8,94/bushel, com um recuo de 1,36%, influenciado, principalmente, pela divulgação do volume dos estoques trimestrais de soja pelo USDA.
     O dólar corrente encerrou a última semana com variação positiva de 2,51%, sobretudo por causa das indefinições políticas quanto à reforma da previdência.

     A paridade exportação do contrato mar/20 fechou com alta de 1,14%, pautado pela valorização da moeda americana.
     
    DÓLAR PUXANDO A COTAÇÃO

     O fechamento do preço da soja mato-grossense para o mês de março ficou em R$ 64,07/sc, um aumento de 3,44% ante os R$ 61,94/sc do fechamento do mês de fevereiro.

    Apesar do recuo de 1,48% nas cotações da CME, e da pouca variação dos prêmios nos portos, a valorização do dólar acabou tendo maior peso.

    Enquanto a moeda americana fechou o mês anterior em R$ 3,74/US$, no último dia de março a cotação alcançou R$ 3,90/US$, uma elevação de 4,23%.

    As incertezas em relação ao mercado global — com indicadores das principais economias mostrando desaceleração — e as indefinições quanto à reforma da previdência continuam sendo os assuntos mais relevantes para o mercado, causando instabilidades no valor da moeda norte-americana.

    Dessa forma, é importante que o produtor fique atento às variações cambiais para fazer sua melhor tomada de decisão, e aproveitar possíveis oportunidades que possam surgir dela.

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