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Da igreja ao debate público: jovens cristãos defendem fé ativa e responsabilidade política

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Os jovens líderes João Pedro Rezende e Thalita Augusto Rezende, membros da Igreja Batista da Lagoinha, em Cuiabá, defendem que a participação cristã na política deve ir além do discurso religioso e se concentrar na formação de consciência, no voto responsável e no engajamento cidadão. A avaliação foi feita durante entrevista ao comunicador Zico Zortea, na qual o casal analisou a relação entre fé, política e o papel da juventude no cenário brasileiro.

 

Integrantes do ministério jovem Legacy, eles atuam na formação de jovens dentro da igreja e também produzem conteúdo digital voltado à análise de temas políticos e sociais sob uma perspectiva cristã. Segundo eles, o distanciamento da juventude do debate político contribui para a manutenção de práticas que reforçam a descrença nas instituições públicas.

 

Durante a entrevista, João Pedro afirmou que a ideia de que a política é, por natureza, corrupta, acaba afastando cidadãos comprometidos com o bem comum. “Quando você entrega a política dizendo que ela é corrupta, você abre mão do seu direito como cidadão e deixa as decisões nas mãos de quem não te representa”, disse. Para ele, todas as esferas da sociedade são ocupadas por visões de mundo, e a política não é um espaço neutro.

 

Na mesma linha, Thalita destacou que a fé cristã não deve se limitar ao ambiente religioso. “Não existe espaço vazio. Quando uma pessoa ocupa uma posição de influência, ela leva consigo os valores que acredita. No nosso caso, defendemos valores fundamentados na fé cristã e no compromisso com a verdade”, afirmou.

 

O casal também relatou que a própria trajetória dentro da Lagoinha foi determinante para essa compreensão. Thalita Rezende contou que decidiu ingressar na igreja após um processo pessoal de amadurecimento espiritual, passando a atuar em Grupos de Crescimento (GCs), no louvor e no ensino bíblico. João Pedro Rezende, que acompanhava pregações da Lagoinha desde a adolescência, afirmou que encontrou na igreja um espaço de pertencimento e formação após um período afastado de congregações.

 

Sem mandato eletivo, ambos passaram a atuar por meio das redes sociais. Atualmente, produzem vídeos curtos abordando temas como aborto, ideologia de gênero, feminismo, marxismo cultural e ética na política. De acordo com João Pedro Rezende, o objetivo não é direcionar votos, mas ampliar o senso crítico do eleitor. “Muitas pessoas votam sem informação ou por impulso. Nosso trabalho é ajudar a compreender ideias, propostas e consequências”, explicou.

 

Para Thalita, a igreja brasileira precisa assumir um papel mais ativo na formação política dos fiéis. “Política não pode ser tabu dentro das igrejas. É preciso falar sobre ideologias, valores e decisões que impactam diretamente a vida em sociedade”, afirmou. Ela citou a Escola de Política da Lagoinha como uma iniciativa voltada à capacitação de jovens para o debate público e para a compreensão do papel do cristão na vida cívica.

 

Ao final da entrevista, João Pedro Rezende defendeu que jovens cristãos devem participar do processo político, seja como eleitores conscientes ou como futuros agentes públicos. “A política define leis, direciona recursos e influencia diretamente a vida das pessoas. Cristãos comprometidos precisam estar preparados para atuar nesse espaço com responsabilidade e coerência”, disse.

 

Para o entrevistador Zico Zortea, o trabalho desenvolvido pelo casal contribui para um debate ainda pouco explorado. “Formar bons eleitores é um passo fundamental para transformar a política”, avaliou. A entrevista foi encerrada com a expectativa de que o tema volte a ser discutido ao longo do próximo ano eleitoral.

 

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