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IDENTIDADE ELEITORAL

Ex-esposas e Michelle apostam no sobrenome Bolsonaro para ganhar espaço na política

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Muito antes de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro despontar como um dos principais nomes da direita para as eleições de 2026, outras mulheres que fizeram parte da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro já haviam ingressado na política utilizando o sobrenome Bolsonaro como identidade eleitoral. A presença das ex-esposas, dos filhos e, agora, da atual esposa em cargos públicos e projetos políticos reacende o debate sobre a influência de famílias na política brasileira, fenômeno frequentemente associado ao conceito de dinastias políticas, caracterizado pela participação de diversos integrantes de um mesmo núcleo familiar na vida pública.

A primeira esposa de Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro, do vereador Carlos Bolsonaro e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, foi a pioneira nesse processo. Eleita vereadora do Rio de Janeiro em 1992, foi reeleita em 1996 e exerceu dois mandatos consecutivos. Posteriormente, não conseguiu a reeleição em 2000 e voltou a disputar uma vaga na Câmara Municipal em 2020, sem sucesso. Atualmente, é apontada pelo Partido Liberal (PL) como um dos nomes cotados para disputar o Senado nas eleições de 2026.

Outra ex-esposa do ex-presidente, Ana Cristina Valle, conhecida politicamente como Cristina Bolsonaro e mãe de Jair Renan Bolsonaro, também ingressou na política. Advogada, passou a utilizar o sobrenome Bolsonaro em sua atuação pública e foi eleita vereadora em Angra dos Reis (RJ) nas eleições municipais de 2024, ampliando a presença da família em cargos eletivos.

A atual esposa de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, ganhou projeção nacional durante o período em que foi primeira-dama. Após deixar o Palácio do Planalto, assumiu a presidência nacional do PL Mulher e intensificou sua participação em agendas partidárias pelo país. Seu nome aparece entre os mais lembrados dentro da legenda para uma eventual candidatura nas eleições de 2026, embora ainda não exista definição oficial sobre qual cargo poderá disputar.

Além das ex-esposas e da atual companheira do ex-presidente, os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro também construíram carreiras políticas, ocupando ou disputando cargos eletivos em diferentes esferas.

Embora cada integrante tenha seguido sua própria trajetória, todos compartilham um elemento em comum: o sobrenome Bolsonaro como identidade política. Para aliados, o nome representa um patrimônio eleitoral consolidado ao longo dos últimos anos. Já críticos avaliam que a concentração de candidaturas e mandatos em torno de uma mesma família reforça o debate sobre a influência de grupos familiares na política brasileira.

Enquanto Rogéria Bolsonaro soma duas vitórias e duas derrotas em disputas eleitorais, Cristina Bolsonaro conquistou espaço na política municipal. Michelle Bolsonaro, por sua vez, ainda não disputou eleições, mas desponta como a principal aposta feminina do grupo político ligado ao ex-presidente para o pleito de 2026.

A trajetória das ex-esposas, dos filhos e da atual esposa de Jair Bolsonaro evidencia como o sobrenome da família permanece presente no cenário político nacional. Entre mandatos, candidaturas e articulações partidárias, a família Bolsonaro ampliou sua participação na vida pública, tornando-se um dos exemplos mais conhecidos do debate sobre dinastias políticas no Brasil, tema que volta à discussão à medida que novas candidaturas são projetadas para as eleições de 2026.

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