A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, fez duras críticas ao atual limite de remanejamento orçamentário do município e comparou a realidade da sua gestão com a de administrações anteriores, afirmando enfrentar um dos cenários mais restritivos do país.
Durante declaração à imprensa, Flávia destacou que a atual gestão opera com apenas 2,8% de margem para remanejamento no orçamento municipal, percentual que, segundo ela, limita diretamente a capacidade da Prefeitura de executar ações e atender demandas emergenciais.
A prefeita citou como comparação os percentuais concedidos em administrações passadas. Segundo ela, ex-gestores tiveram autorização para remanejar entre 25% e 30% do orçamento, cenário bem diferente do atual.
“Se eu tivesse os 25% ou 30% que gestões anteriores tiveram, eu não estaria na situação em que estou hoje. Muitas das ações que estamos tentando executar já poderiam estar em andamento”, afirmou.
Flávia argumentou que a baixa margem reduz a autonomia administrativa e acaba tornando a gestão mais dependente de aprovações para reorganizar recursos entre áreas estratégicas.
Além da questão orçamentária, a prefeita também ressaltou que a administração busca avançar em outras frentes para fortalecer a estrutura financeira do município, incluindo a criação de fundos municipais e a regulamentação de instrumentos legais voltados à gestão fiscal.
Entre os pontos defendidos pela gestora está a implementação da legislação para acordo direto de precatórios, mecanismo previsto na Constituição Federal e considerado pela administração uma alternativa importante para ampliar a capacidade financeira do município.
Ao reforçar o comparativo com administrações anteriores, Flávia sustentou que Várzea Grande trabalha hoje com uma margem de remanejamento muito inferior à praticada em outros municípios brasileiros, o que, segundo ela, representa um entrave para dar mais agilidade e eficiência à gestão pública.































