“Mel da Floresta-Xingu”: Curta Documentário Celebra Práticas Culturais e Ambientais dos Povos Indígenas em Festivais pelo Brasil
O curta-metragem “Mel da Floresta-Xingu”, idealizado por Jorge Esteban Sepulveda Tejos e Camila Galvão, com direção de Leonardo Sant’Anna, está ganhando destaque em importantes festivais de cinema pelo Brasil, evidenciando as práticas culturais e ambientais dos povos indígenas do Médio Xingu.
O tão aguardado documentário será lançado no dia 12 de novembro, às 19h, no campus da Unilasalle.
Este filme aborda sustentabilidade ambiental, preservação da biodiversidade e a geração de renda para os povos indígenas da região do médio Xingu.
A obra é resultado de uma aprovação do edital 010/2021 para a produção audiovisual da Secretária do Estado de Cultura.
A produção ilumina a trajetória inovadora da comunidade indígena Ikpeng, no Território Indígena do Xingu, Mato Grosso, rumo a autonomia com a produção de mel, que documenta um projeto apícola inovador desenvolvido na região com o apoio dos povos originários, destacando a união entre ciência e tradição na conservação ambiental. A comunidade é protagonista e participante ativa em todo o filme, tendo sua história e narrativa preservada e difundida.
O curta já foi selecionado para quatro festivais de prestígio: Mostra de Cinema de Fama, Curta Paranaguá, Festival Mimoso e o projeto itinerante “O Cinema é Rio”. Esses eventos consolidam a relevância de narrativas que abordam sustentabilidade, preservação cultural e a importância da aliança entre saberes indígenas e acadêmicos.
Mostra de Cinema de Fama: Minas Gerais
Entre os dias 22 e 25 de agosto, “Mel da Floresta-Xingu” foi exibido na 7ª Edição da Mostra de Cinema de Fama, em Minas Gerais. Realizado na cidade de Fama, à beira do Lago de Furnas, o evento é conhecido por apoiar o cinema independente e destacou o curta como uma das obras mais impactantes de sua programação. A Mostra busca valorizar o cinema brasileiro que explora temas culturais e ambientais e encontrou no curta-metragem um reflexo de sua missão.
Curta Paranaguá: Paraná
No Paraná, o filme foi exibido também no Curta Paranaguá, festival que ocorreu de 18 a 22 de setembro. Os organizadores elogiaram a produção por sua qualidade e relevância, solicitando materiais adicionais, como fotos e cartazes em alta resolução, para promover o documentário tanto em exibições presenciais quanto online. A equipe do festival considera que “Mel da Floresta-Xingu” traz uma importante contribuição para a diversidade de narrativas que incentivam a sustentabilidade e a preservação ambiental, temas que estão no centro da proposta do evento.
“O Cinema é Rio”: Rio Grande do Norte
Além desses festivais, “Mel da Floresta-Xingu” também foi incluído no projeto itinerante “Kurta na Kombi” da mostra “O Cinema é Rio”, que exibe filmes gratuitamente em espaços públicos de seis cidades do Rio Grande do Norte, incluindo Cerro Corá, São Paulo do Potengi e Natal. O projeto tem o objetivo de levar o cinema a comunidades menos assistidas, promovendo acesso à cultura e incentivando a reflexão sobre temas sociais e ambientais.
Festival Mimoso: Bahia
A Mostra Aroeira do III Festival Mimoso de Cinema que acontecerá em Luís Eduardo Magalhães – Bahia nos dias 13 a 16 de novembro, também confirmou a exibição de “Mel da Floresta-Xingu”. O festival, que é um importante evento de cinema no estado ocorre em novembro, e destaca produções cinematográficas que celebram a cultura regional e as questões ambientais. A inclusão do documentário no Mimoso demonstra o crescente interesse pelo filme e a sua capacidade de tocar o público com sua abordagem sobre os desafios e as soluções ambientais das comunidades indígenas do Brasil.
Com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e apoio de Bioqualitá, Prefeitura de Feliz Natal, Prefeitura de Lucas do Rio Verde, Reolon Seguros, Comandante Antônio, Churrascaria Marcon e Africano Caça e Pesca, a obra conta a história das comunidades indígenas do Médio Xingu e do papel central da apicultura na sua busca por autonomia e sustentabilidade. Lideranças indígenas, como o Cacique Taffarel Korotowï (Yakuná), Tsilit Txicão e Kalimama Ikpeng, são protagonistas dessa narrativa, que celebra a força cultural e a conexão com a natureza.
O filme contou também com o apoio essencial de muitos parceiros que tornaram possível a pesquisa e estruturação do projeto, oferecendo suporte para que a equipe chegasse até as aldeias e realizasse o trabalho com as condições adequadas.
Entre os agradecimentos estão o Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso, Governo de Mato Grosso, as prefeituras de Feliz Natal e Lucas do Rio Verde, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Lucas do Rio Verde, José Paulo Traven, Leonardo Sant’ana, Weidson Cardoso Filmes, Flori Luiz Binotti, Toni Dubiella, Comandante Antônio Carlos, professora Clarice Saueressig, Keiko Okamura, Ponto de Prosa Podcast, Site Momento MT, Roberto Vieira, Simone Flores, Zico Zortéa, TV Conquista, Show Raízes, Emerson Grisa, Luciana Bauer, Julio Aparecido Ferreira, Portal JVC, Manoel Aparecido Nazário, Raquel Queiróz, Felipe Santos e Nirlei Pereira. Também integram essa trajetória figuras das comunidades indígenas, como Remiru Ikpeng, Ayaneku Txicão, Pomerquenpo Txicão, Kurepá Txicão, Kayanalu Konongru Ikpeng, Amankori Kutsi Ikpeng, Yuruka Wawra, Moang Tamar Ikpeng, Rimpu Manairu Ikpeng, Ulawalu Kaptawalu Ikpeng, Wanketxi Rywearyp Kayabi, Rïkoi Karapitu Ikpeng, Wanketxi Mari Txicão, Mayahiri Pika Ikpeng Waura, Tokirige Vanggkoh Wotpe Ikpeng, Yamra Siro P. Ikpeng, Awayupa Ikpeng, Katuyru Txicão, Furiga Apitke Txicão, Mepra Topi Ikpeng, Pareayup Maté Ikpeng, Walakuyama Ikpeng, Makurawa Yuporeta Ikpeng, Kumané Txicão e Mahowalu Waura Txicão.
Jorge Esteban Sepulveda Tejos, proponente e produtor executivo, ressaltou a decisão de priorizar festivais antes do lançamento oficial, visando maximizar o impacto e as oportunidades de parceria. Segundo ele, “essa exposição pode abrir portas e gerar parcerias valiosas, garantindo que o documentário alcance o maior público possível e inspire ações concretas de preservação e valorização cultural”.

Leonardo Sant’Anna, diretor do curta, compartilhou sua empolgação com a recepção do documentário: “Cada exibição é uma oportunidade para despertar a consciência sobre a preservação ambiental e a cultura indígena. Estamos orgulhosos de ver nosso filme alcançando novas plateias e promovendo discussões essenciais”. Camila Galvão, co-produtora, enfatizou o papel educativo do filme e a necessidade de proteger a natureza em consonância com os conhecimentos indígenas. “Esperamos que ‘Mel da Floresta-Xingu’ inspire os espectadores a reconhecer a riqueza cultural dos povos originários e a importância de práticas sustentáveis”.
O filme explora como os Ikpeng têm utilizado a apicultura como meio de geração de renda sustentável, respeitando e integrando-se com o meio ambiente.

O Cacique Korotowi Taffarel, um dos protagonistas do documentário Mel da Floresta-Xingu, estará ao vivo durante o lançamento do filme para compartilhar suas perspectivas diretamente com o público. Em um momento especial, ele dividirá suas vivências e reflexões, destacando a importância da preservação da cultura Ikpeng, além dos desafios e conquistas de sua comunidade.
Durante a expedição à Aldeia Arayó, na Terra Indígena Xingu, Korotowi comentou sobre a chegada do Wi-Fi à aldeia, a rotina de apicultura e a interação da comunidade com a equipe de filmagem. “Não é a primeira vez. Já tivemos outras filmagens sobre os projetos que a gente vem trabalhando também, porém nunca algo tão elaborado quanto uma equipe de cinema,” compartilhou o cacique. Ele ressaltou a satisfação de poder apresentar ao público uma visão autêntica da realidade dos Ikpeng, convidando os espectadores a refletirem sobre a interdependência entre a preservação ambiental e a sobrevivência cultural dos povos originários.
“Hoje com essa criação de abelha, a gente tirando o mel, todo mundo participa. Isso só veio aumentar, crescer, fortalecer,” afirmou.
Em uma fala inspiradora o cacique traz um apelo por respeito e compromisso com as terras indígenas, reafirmando que “a terra demarcada é da União, de vocês também, e o nosso também”.
Este projeto revela as especificidades do Método Recuo, desenvolvido pela professora Clarisse Saueressig, que transformou a apicultura em uma atividade segura e respeitosa com as abelhas e a floresta.
Ao longo do documentário, o público é imerso na experiência dos Ikpeng com as abelhas africanizadas, espécies híbridas cujas características exigem técnicas cuidadosas de manejo.
O Método Recuo ensina os apicultores a se aproximarem das colmeias sem o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), com técnicas baseadas na observação dos sinais da natureza e das abelhas. Esse método revolucionário permite que os indígenas interajam com as abelhas sem risco de ataques, mantendo a harmonia com o ambiente e evitando qualquer violência às espécies.
O projeto ganha relevância por destacar como a apicultura pode gerar um impacto econômico positivo sem comprometer o ecossistema, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e a proteção das abelhas, uma espécie vital para o equilíbrio ambiental. Com foco na economia criativa, o documentário mostra que práticas ancestrais podem se unir à inovação para produzir um modelo econômico que respeita a floresta e os seres vivos que nela habitam.
A exibição na Unilasalle marcará um ponto de partida significativo para o filme, que já está confirmado em diversos festivais e mostras de cinema pelo Brasil. “O lançamento na Unilasalle é uma oportunidade incrível de conectar o filme com um público que valoriza a educação e a sustentabilidade. Queremos que todos se sintam parte desta história e entendam como a apicultura pode ser uma ponte entre o desenvolvimento econômico e a preservação do nosso planeta”, ressalta Camila Galvão.
Para quem deseja um primeiro vislumbre do projeto, o trailer do documentário está disponível no canal da TV Conquista-Record TV e no canal Ponto de Prosa no YouTube.

Esta é uma oportunidade única de explorar as potencialidades da apicultura no Xingu e entender como o Método Recuo pode redefinir a relação entre comunidades indígenas e a preservação da natureza.
O evento promete emocionar e inspirar o público, reforçando o papel fundamental dos povos indígenas na proteção do meio ambiente e celebrando uma cultura rica em saberes, harmonia e respeito pela vida.
No filme, os espectadores terão a oportunidade de conhecer o “Método Recuo”, uma técnica que não apenas preserva a floresta, mas também incentiva a produção agrícola de maneira sustentável. O documentário foca nas histórias e vivências dos povos indígenas, colocando-os como protagonistas de sua própria narrativa e evidenciando suas contribuições essenciais para a preservação ambiental.
Sepulveda destaca a relevância da obra ao afirmar: “Os Ikpeng têm uma relação intrínseca com a floresta e a apicultura. O Mel da Floresta-Xingu não é apenas um documentário; é uma celebração da cultura indígena e uma chamada à ação para todos nós. Ele nos lembra que o futuro do nosso planeta depende do respeito e da valorização das práticas que foram transmitidas por gerações. É fundamental que possamos aprender com essas comunidades e integrar seus conhecimentos em nossa luta pela sustentabilidade.”
Com exibições já programadas em festivais e mostras de cinema pelo Brasil, “Mel da Floresta-Xingu” já está conquistando a atenção do público pela sua relevância e impacto. O trailer do documentário está disponível no canal da TV Conquista-Record TV no YouTube, e no canal Ponto de Prosa, oferecendo um primeiro olhar sobre esta importante produção.
O evento promete ser um marco importante na disseminação de mensagens sobre a conservação ambiental e o fortalecimento das comunidades locais, celebrando a união entre cultura, natureza e sustentabilidade.
O projeto é um exemplo claro de como a autonomia dos povos originários, ao se apropriarem de soluções inovadoras e sustentáveis, pode garantir a preservação dos recursos naturais e, ao mesmo tempo, proporcionar uma fonte de renda vital para essas comunidades.

Assista o trailer:





























