A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou, nesta terça-feira (18), o tratamento dado à pauta da inclusão durante o debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso. Mãe atípica e defensora de políticas públicas voltadas a pessoas com deficiência e neurodivergentes, a parlamentar afirmou que o episódio evidencia a necessidade de maior conhecimento e responsabilidade sobre o tema.
Durante o debate, o senador Wellington Fagundes foi questionado pelo governador Otaviano Pivetta sobre políticas públicas para pessoas neurodivergentes e teria associado o termo à dependência de drogas. Maysa reagiu à declaração e afirmou que os conceitos não podem ser confundidos.
“Neurodivergente não é adicto. É inadmissível que alguém que ocupa uma cadeira no Senado Federal e pretende governar Mato Grosso demonstre desconhecimento sobre uma pauta que envolve milhares de famílias. Inclusão não pode ser tratada de forma superficial, muito menos confundida com dependência química”, declarou.
A vereadora também criticou a forma como as instituições filantrópicas que atendem pessoas com deficiência, como as Apaes e Pestalozzis, foram abordadas no debate. Segundo Maysa, essas entidades exercem papel fundamental na oferta de serviços e no atendimento às famílias.
“Quando se fala em Apae, estamos falando, sim, de uma instituição filantrópica que presta um serviço essencial e faz política pública todos os dias. São escolas especializadas que acolhem famílias, promovem educação e garantem atendimento a pessoas com deficiência. Quem pretende governar precisa conhecer essa realidade”, afirmou.
Maysa ainda destacou a mobilização de famílias e entidades em defesa da educação inclusiva e dos serviços especializados. Para ela, a construção de políticas públicas precisa considerar a participação de quem vivencia diariamente as dificuldades relacionadas à deficiência e à neurodivergência.
“Chega de colocar lacinho no peito e dizer que vai cuidar das famílias atípicas apenas quando chega a eleição. As famílias querem políticas públicas concretas, orçamento, profissionais valorizados, educação e atendimento. Queremos compromisso durante os quatro anos de mandato, não apenas durante os 45 dias de campanha”, disse.
Ao final, a vereadora afirmou que o debate sobre inclusão deve ultrapassar o período eleitoral e ser incorporado às decisões do poder público.
“A pauta da inclusão não é discurso eleitoral, não é favor e não é promessa de campanha. São direitos e vidas que precisam estar no centro das decisões do Estado”, concluiu.





























