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Michelly Alencar cobra recursos do União Brasil e questiona apoio à candidatura a deputada estadual

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Candidata a deputada estadual pelo União Brasil, Michelly Alencar colocou em discussão, durante entrevista ao programa Espaço Aberto, a falta de recursos do fundo partidário para sua campanha e questionou o nível de apoio que vem recebendo da estrutura partidária na reta final das eleições.

 

Filiada ao União Brasil, legenda que integra a Federação União Progressista ao lado do Progressistas, Michelly destacou a força política do grupo em Mato Grosso, que reúne prefeitos, vereadores e outras lideranças de expressão no Estado. Para ela, entretanto, o peso político da estrutura partidária ainda não estaria se refletindo no suporte financeiro destinado à sua candidatura.

 

“Hoje eu estou filiada, né, Zico, em um dos partidos mais fortes de Mato Grosso”, afirmou a candidata durante a conversa com o apresentador Zico Zortéa. Na sequência, ela citou a presença de importantes lideranças no União Brasil e lembrou a trajetória do ex-governador Mauro Mendes, que comandou o Estado por dois mandatos.

 

Apesar de reconhecer a força da legenda, Michelly fez uma crítica direta à forma como o apoio aos candidatos estaria sendo conduzido durante a campanha.

 

“Infelizmente, essa força partidária não se manifesta agora no momento das eleições com relação ao apoio aos seus candidatos”, declarou.

 

A candidata também chamou atenção para uma característica específica de sua chapa. Segundo Michelly, enquanto as chapas eleitorais normalmente reúnem um número maior de candidatos, a composição da qual faz parte foi formada com apenas nove nomes.

 

“Geralmente as chapas são compostas por 25 candidatos. A nossa tem nove”, explicou.

 

É nesse contexto que a questão financeira ganha peso na avaliação da candidata. Michelly afirmou que, faltando cerca de 20 dias para a eleição, ainda não havia recebido recursos do União Brasil referentes ao fundo partidário.

 

“E o fundo partidário até agora não recebi nada, né? A gente está aí há 20 dias da eleição e não caiu nada do União Brasil”, afirmou.

 

Michelly também comparou a situação de sua candidatura com a de candidatos do Progressistas, partido que integra a mesma federação. De acordo com ela, candidatos da legenda já teriam recebido apoio financeiro, enquanto os nomes ligados ao União Brasil ainda aguardariam os repasses.

 

“Os candidatos do Progressista, né, porque é a federação, mas o recurso vem para o Progressista e vem para o União Brasil, já receberam ajuda do partido”, disse.

 

A declaração expõe uma insatisfação que vai além da questão financeira. Para Michelly, a ausência de recursos na reta final representa também um questionamento sobre a prioridade dada pela legenda às diferentes candidaturas que disputam uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

 

A distribuição de recursos partidários costuma ser um dos pontos mais sensíveis das campanhas eleitorais, especialmente quando diferentes candidatos concorrem dentro da mesma estrutura partidária. O acesso a recursos pode ampliar a capacidade de produção de material, deslocamento, comunicação, mobilização de apoiadores e presença da candidatura nas ruas durante os últimos dias antes da votação.

 

No caso de Michelly Alencar, a cobrança ocorre justamente no período considerado decisivo para a consolidação das candidaturas. Com uma chapa reduzida e, segundo seu relato, sem receber até aquele momento recursos do União Brasil, a candidata afirma enfrentar a reta final da disputa com uma estrutura financeira aquém daquela que esperava encontrar dentro de uma das maiores forças partidárias de Mato Grosso.

 

A fala de Michelly deverá alimentar o debate sobre a distribuição interna dos recursos e sobre o grau de apoio oferecido pelas legendas aos candidatos proporcionais. Os valores efetivamente recebidos e gastos por cada candidatura poderão ser verificados nas prestações de contas oficiais apresentadas à Justiça Eleitoral.

 

Até lá, a candidata a deputada estadual pelo União Brasil deixa clara sua posição: reconhece a força política da legenda e da Federação União Progressista, mas cobra que essa força também se traduza em apoio concreto àqueles que estão nas ruas disputando votos.

 

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