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CONSEQUÊNCIAS DA OPERAÇÃO

Pivetta lamenta recuo de Garcia e diz estar triste por envolver pessoas que conhece

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou nesta terça-feira (11) o recuo do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) da disputa pela vice-governadoria e afirmou que a decisão foi tomada de forma consensual dentro do grupo político. Apesar de tratar a mudança como uma decisão política, Pivetta demonstrou tristeza com o cenário provocado pelos desdobramentos da Operação Heritage, principalmente por envolver pessoas com quem mantém relação política e pessoal.

Garcia deverá disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, enquanto Pivetta mantém o projeto de candidatura ao Governo de Mato Grosso. O governador também reafirmou o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) como seu primeiro nome para o Senado, tendo a deputada federal Margareth Buzetti (PP) como segunda opção.

Ao comentar o momento político, Pivetta afirmou que conhece os envolvidos na investigação e lamentou que o grupo tenha sido atingido pelo caso. A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, investiga supostas irregularidades relacionadas ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. Entre as medidas determinadas pela Justiça está a proibição de comunicação entre alguns dos investigados.

Para o governador, as restrições impostas pela investigação acabaram criando dificuldades adicionais para as articulações políticas. Ainda assim, Pivetta negou que o recuo de Garcia represente uma ruptura entre as lideranças.

Segundo o governador, Garcia decidiu deixar a disputa pela vice “de livre e espontânea vontade”, após uma série de conversas com integrantes do grupo. Pivetta afirmou que a decisão foi recebida com tranquilidade pelos aliados e que todos continuarão apoiando o deputado na tentativa de permanecer em Brasília.

“Foi uma decisão de consenso do nosso grupo todo”, afirmou.

Pivetta também negou que tenha sido necessária uma nova rodada de reuniões para convencer Garcia a permanecer na chapa. Segundo ele, o cenário foi analisado pelas principais lideranças e, diante das circunstâncias, prevaleceu o entendimento de que Garcia deveria voltar à disputa pela Câmara dos Deputados.

Questionado sobre a demora para uma definição e sobre a reação de Mauro Mendes, Pivetta classificou o processo como complexo, que exigiu diversas conversas e reuniões. Apesar da movimentação política, garantiu que o funcionamento do Governo de Mato Grosso não foi prejudicado.

Sobre Mauro Mendes, o governador afirmou ter percebido o ex-governador “com muita serenidade” e “muito tranquilo” diante da decisão.

Pivetta também afirmou que continua confiando no grupo político e avaliou que a oposição se aproveitou da grande especulação gerada pela indefinição dos últimos dias. Ele, porém, evitou comentar quais informações que circularam durante as negociações eram verdadeiras.

Apesar do cenário de tensão, o governador disse que o grupo permanece unido e seguirá trabalhando na construção do projeto eleitoral de 2026.

Com o recuo de Garcia, Pivetta terá que definir um novo nome para ocupar a vice na chapa. No Senado, Mauro Mendes continua sendo apontado como primeira opção, enquanto Margareth Buzetti permanece como alternativa.

Pivetta ainda reforçou a intenção de manter o modelo de gestão iniciado durante o governo Mauro Mendes, com a promessa de dar continuidade às ações consideradas positivas e aperfeiçoar os setores que ainda precisam de melhorias.

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