O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, minimizou nesta terça-feira (4) os impactos da aliança entre MDB e PL para as eleições de 2026 e afirmou que a composição dos adversários não representa uma derrota para seu grupo político. Segundo ele, a base que apoia sua candidatura segue sólida e suficiente para enfrentar a disputa ao Palácio Paiaguás.
A declaração foi dada após a convenção do Republicanos, em Cuiabá, onde Pivetta também confirmou o nome do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), como candidato a vice-governador em sua chapa.
Questionado sobre o acordo entre MDB e PL, que lançou o senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado, Pivetta descartou qualquer revés político.
“Não foi derrota nenhuma. Eu me considero privilegiado por ter uma base aliada suficiente para me sentir confortável para disputar uma eleição com tranquilidade”, afirmou.
O governador também negou que as negociações para atrair Janaina Riva à sua chapa tenham fracassado. Segundo ele, houve diálogo entre os dois, mas a deputada fez uma escolha política diferente.
“Nada melou. Houve conversas, houve diálogos. Cada pessoa faz suas escolhas, busca o seu lado. É normal na política isso”, disse.
Ao explicar a escolha de Fábio Garcia para a vaga de vice, Pivetta afirmou que a decisão foi baseada no perfil considerado mais preparado para contribuir com uma futura gestão. Ele revelou que chegou a avaliar nomes femininos, mas entendeu que Fábio reunia mais condições para compor a chapa.
“Levamos em consideração a pessoa que tem mais condições de nos ajudar a desempenhar um bom mandato. Apesar de termos avaliado algumas mulheres, o Fábio foi quem somou mais pontos e, por isso, foi escolhido”, declarou.
Sobre o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), que ainda negocia o posicionamento do partido, Pivetta disse acreditar que ainda há espaço para entendimento e afirmou esperar uma definição nos próximos dias.
“Eu conversei bastante com o Max. Espero que ele reflita até amanhã. Acredito que vai dar tudo certo”, afirmou.
O governador também negou qualquer constrangimento diante da possibilidade de o Podemos lançar candidatura própria ao Governo do Estado.
“Nenhum. É um direito que cada partido tem. Eu respeito todos os partidos e respeito os candidatos. Daqui para frente começa a campanha e vamos falar diretamente com a população”, concluiu.






























