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ATAQUES CONTRA EMPRESÁRIA

Vídeo – Advogado rebate deputado e diz que áudio pode ser periciado

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O advogado da empresária de Sapezal (511 km de Cuiabá) que conseguiu medida protetiva contra o deputado estadual e candidato à reeleição Chico Guarnieri (PSDB), Estevam Calvo, rebateu a alegação do parlamentar de que o áudio apresentado como prova no processo poderia ter sido criado ou manipulado por inteligência artificial. Segundo ele, a gravação original está armazenada no celular da vítima e poderá ser submetida a perícia.

Em entrevista ao site Momento MT nesta sexta-feira (18), o advogado afirmou que os aparelhos utilizados na comunicação podem ser analisados tecnicamente para esclarecer a origem e a autenticidade do conteúdo.

“Ele vai ter que apresentar esses celulares, esses celulares podem ser periciados”, afirmou Estevam, durante entrevista em Sorriso (420 km de Cuiabá).

A declaração foi dada após Chico Guarnieri afirmar que não reconhece a própria voz na gravação e classificar o episódio como “fake news”. O deputado também levantou a possibilidade de o áudio ter sido editado ou produzido artificialmente e questionou a duração do material apresentado à Justiça.

Na decisão que concedeu as medidas protetivas, o juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães não autorizou, neste primeiro momento, o pedido de busca e apreensão dos celulares do parlamentar. Também foram negadas as solicitações para extração de dados telefônicos e do WhatsApp. O magistrado determinou que eventuais diligências desse tipo sejam avaliadas em procedimento investigativo próprio.

Segundo a defesa da empresária, a gravação original está armazenada no aparelho da vítima.

Áudio

O conteúdo passou a circular nas redes sociais e registra uma ligação telefônica atribuída ao deputado, na qual ele teria ofendido e ameaçado a empresária.

Durante a conversa, o homem identificado como Chico Guarnieri acusa a mulher de ter feito comentários sobre ele a funcionários e utiliza termos como “pilantra”, “vagabunda”, “ladrona”, “safada” e “mentirosa”.

Logo no início da ligação, ele faz referência ao fato de a conversa estar sendo gravada.

“Senhora, só cuidado com o que a senhora fala para seus funcionários aí, tá? Eu quero dizer isso para a senhora”, diz.

Ao ser questionado se aquilo seria uma ameaça, o homem responde: “Estou ameaçando. Pilantra, vagabunda, safada. Grava aí”.

Novas ações

De acordo com Estevam Calvo, o caso não deve se limitar à medida protetiva. A defesa da empresária avalia levar o episódio também para a esfera criminal e ingressar com uma ação de indenização por danos morais.

“Nesse pedido também, nós tínhamos solicitado lá a busca e apreensão dos celulares, dos numerais utilizados nessa gravação. Neste primeiro momento, o juiz não deferiu. Mas, se o candidato continuar insistindo em dizer que essas mensagens foram produzidas por material de inteligência artificial…”, afirmou.

Em outro trecho da entrevista, o advogado afirmou que pretende buscar reparação pelos transtornos causados à cliente.

“Além do processo criminal, uma ação indenizatória por toda essa circunstância, esse dissabor que ele fez a minha cliente passar”, declarou.

Segundo a decisão judicial, Chico Guarnieri está proibido de se aproximar da empresária, de familiares e de testemunhas a menos de 100 metros. Ele também não pode manter contato com a mulher por telefone, mensagens, redes sociais, pessoalmente ou por intermédio de terceiros.

A defesa afirma ainda que a empresária já havia participado de outras campanhas eleitorais ao lado do parlamentar, mas decidiu não apoiá-lo neste pleito, o que, segundo o advogado, teria provocado a insatisfação do deputado.

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