O suplente de deputado estadual Valter Miotto Ferreira encontra-se no epicentro de um caso perturbador de violência doméstica, denunciado por Edilaine Claro, ex-primeira dama de Matupá. A primeira-dama do estado, Virgínia Mendes, repudiou as agressões, enfatizando o compromisso do governo estadual na luta contra a violência doméstica.
Virgínia Mendes declarou: “Nesta luta de defesa das mulheres, montamos o maior programa de combate à violência contra a mulher do Brasil, o Ser Família Mulher. Jamais vou aceitar ou pactuar com atos contra as mulheres. As mulheres deste estado podem contar comigo nesta luta.”

Edilaine Claro denunciou o ex-marido Valter Miotto, alegando violência doméstica ao longo de um período prolongado. A defesa de Edilaine refutou as declarações de Valter Miotto, destacando desinformações sobre a data da separação e alegações falsas sobre os pedidos de medida protetiva, enfatizando que todos foram deferidos.
A defesa planeja recorrer da decisão judicial que impede Edilaine de permanecer na residência construída durante a união do casal. Valter Miotto, em comunicado à imprensa, lamentou a propagação de “inverdades” pela ex-esposa, defendendo a decisão judicial de retirar Edilaine da casa.
A deputada federal Amália Barros também se pronunciou sobre o caso, destacando a importância de uma investigação rigorosa e punição para casos de violência, independentemente da posição social dos envolvidos. Amália enfatizou a necessidade de combater a violência doméstica como uma grave violação dos direitos humanos. Seu posicionamento reflete a crescente mobilização para enfrentar a violência doméstica e criar uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres.
Entenda o caso:
A ex-esposa acusou o ex-prefeito de Matupá, Valtinho Miotto (MDB), de violência patrimonial e psicológica, revelando privações e controle excessivo durante o relacionamento.
Em resposta ao despacho do desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que acolheu um recurso de Valter Miotto, obrigando Edilaine a sair da casa que compartilhava com o ex-marido, a defesa da ex-primeira-dama afirmou que recorrerá da decisão. O advogado Marcus Macedo, representando Edilaine, informou que apresentará provas das agressões sofridas pela cliente.
Durante a coletiva, Edilaine expôs detalhes angustiantes de sua vida conjugal, destacando que vivia sob constante controle. Ela revelou que era impedida de conversar com qualquer desafeto do ex-marido em eventos públicos e compartilhou frustrações por não poder contribuir na pasta de Assistência Social durante o período em que Valtinho Miotto comandou Matupá.
“A rua, minhas filhas e eu tínhamos medo de conversar com determinadas pessoas que não eram do partido dele ou que ele tinha brigado. Tínhamos medo, porque quando chegávamos em casa, ele brigava”, declarou Edilaine, destacando o ambiente de tensão que permeava sua vida.
Segundo ela, o comportamento controlador de Valtinho Miotto era intensificado devido à sua ligação com a política. “O Valter respira política. Ele é capaz de afastar a própria família porque acha que tudo vai prejudicá-lo na política. As pessoas, a sociedade, as mais sensíveis, percebiam que éramos como estátuas. Ficávamos caladas, sem falar, sem responder nada”, acrescentou.
Durante a coletiva, Edilaine foi questionada sobre se Miotto usava seu poder aquisitivo para oprimir, e ela respondeu afirmativamente, destacando que o político a fazia sentir-se desprovida de valor e dependente dele.
A ex-primeira-dama revelou que era constantemente menosprezada por seu ex-marido, que a colocava em uma posição de inferioridade para evitar uma possível separação. Questionada sobre agressões físicas, Edilaine, visivelmente emocionada, engasgou a voz e limitou-se a dizer: “Eu não vou falar sobre isso, mas houve várias coisas.”
O caso ganha contornos mais complexos à medida que mais detalhes emergem, e a sociedade aguarda o desenrolar do processo judicial, que promete ser uma batalha intensa entre as partes envolvidas.




























