Na contramão de integrantes da direita e da ala bolsonarista que criticaram o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula (PT), o candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou ser favorável ao aumento do benefício para pessoas que realmente precisam.
A declaração foi dada nesta terça-feira (22), após sabatina com candidatos ao Senado promovida pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).
Questionado pela imprensa sobre o reajuste, Wellington defendeu a manutenção e até a ampliação de programas de transferência de renda para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Para quem precisar, sim. Para quem está passando fome, sim”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a críticas de integrantes do campo bolsonarista ao reajuste. Recentemente, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), classificou o aumento de R$ 91 como “eleitoreiro” e afirmou que a medida teria “claro viés eleitoral”, por ter sido anunciada às vésperas das eleições.
O benefício, que atualmente tem valor mínimo de R$ 600, passará para R$ 691 a partir da folha de outubro, segundo o governo federal. O reajuste de 15,04% corresponde, de acordo com o Executivo, à recomposição da inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Durante a entrevista, Wellington também citou o período da pandemia de Covid-19, quando, segundo ele, atuou pela elevação do auxílio de R$ 300 para R$ 600.
Apesar de defender o benefício para quem está em situação de necessidade, o senador afirmou que a política de transferência de renda precisa ser acompanhada de ações voltadas à geração de emprego e qualificação profissional.
“Agora, eu sou favorável a gerar emprego. Eu sou favorável à capacitação profissional. É isso que eu quero. Eu quero riqueza no nosso Mato Grosso. Eu não quero ver ninguém passando necessidade. Eu quero que todo mundo tenha emprego”, declarou.





























