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    “Enquanto os números aumentam, dentro de casa o trabalhador sente o prato encolhendo”, diz vereadora sobre alta da cesta básica em Cuiabá

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    A vereadora de Cuiabá, Michelly Alencar, voltou a criticar o aumento no custo da cesta básica e os impactos da inflação sobre a alimentação das famílias brasileiras, durante discurso em que destacou a dificuldade crescente dos trabalhadores para manter itens essenciais na mesa.

    Segundo a parlamentar, o cenário atual reflete diretamente na rotina das famílias, que enfrentam perda do poder de compra mesmo diante de renda fixa.

    “Enquanto os números aumentam, dentro de casa, o trabalhador sente o prato encolhendo”, afirmou.

    Michelly também ressaltou que o aumento contínuo dos preços compromete a sobrevivência das famílias, já que a cesta básica é composta por itens fundamentais como arroz, feijão, macarrão e hortifruti.

    Durante sua fala, ela apresentou dados comparativos sobre o custo da cesta básica. De acordo com a vereadora, o valor médio passou de cerca de R$ 744 em 2024 para aproximadamente R$ 784 em 2025, chegando em 2026 a patamares entre R$ 860 e R$ 874, considerado por ela um recorde histórico.

    A parlamentar afirmou ainda que, diante desse cenário, muitos trabalhadores precisam recorrer a jornadas extras para complementar a renda e conseguir manter o sustento da família.

    Ela também citou o aumento no preço de produtos básicos, como o tomate, que, segundo ela, chegou a R$ 10 o quilo em determinados períodos.

    Michelly chamou atenção para a contradição de Mato Grosso, um dos maiores produtores de grãos do país, ainda assim enfrentar preços elevados nos supermercados.

    Ao final, reforçou que o momento exige análise e atenção por parte das autoridades, especialmente diante do cenário econômico e das perspectivas para os próximos anos.

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