Os funcionários do Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, a 335 km de Lucas do Rio Verde, entraram em greve nesta sexta-feira (22), para cobrar a manutenção da jornada flexibilizada de 30 horas semanais, com plantão de 12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso. Eles realizam um ato em frente à unidade no início da manhã. A UFMT ainda não se manifestou sobre a greve.
Aderiram à greve os enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório e assistentes administrativos, totalizando 350 profissionais. No entanto, vão ser mantidos 30% dos serviços.
O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT) informou que a direção da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) divulgou uma portaria publicada no dia 15 deste mês estabelecendo que a partir do dia 1º de abril a jornada flexibilizada, que vigora oficialmente desde 2003, estará suspensa.
"Os trabalhadores não são máquinas, que desliga e que se reprograma. E ainda, por constituírem 90% da força de trabalho por mulheres, que já sofrem no seu cotidiano com a sobrecarga de trabalho, com às vezes, jornadas quadruplas, esperávamos da gestão sensibilidade e humanidade no tratamento da questão", dizem os sindicalistas em documento entregue ao Conselho Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (Consuni).
Na quarta-feira (20), os trabalhadores foram ao Conselho Universitário para pedir a suspensão da portaria, mas não houve acordo.
O sindicato defende que a jornada flexibilizada, com turnos ininterruptos amplia o atendimento, atende a exigência legal de, no mínimo, 12 horas ininterruptas, é ampliada no hospital.
Atualmente, os trabalhadores fazem plantões em escala de 12 horas trabalhadas por 36, ou seja, trabalha um dia e folga no outro. Porém, há exceções, dependendo da demanda de cada setor.
Com a mudança, eles devem passar a trabalhar 8 horas por dia. Os trabalhadores reclamam que não sabem como será a escala e alegam falta de diálogo.
Segundo o Sintuf-MT, há irregularidades na concessão dos benefícios de Adicional de Plantão Hospitalar (APH) e folgas e cobra investigação.


































