Terminou nesta sexta-feira (29) a apresentação de 45 projetos beneficiados por chamadas públicas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos financiaram iniciativas que ajudam a desenvolver a bioeconomia no Brasil, como estudos e projetos sobre uso sustentável da biodiversidade brasileira em diferentes regiões do País; a produção de medicamentos naturais feitos a partir de plantas brasileiras; e ações para fortalecer atividades econômicas ligadas aos recursos da natureza.
Também foram financiadas novas tecnologias para melhorar o cultivo, a coleta e o aproveitamento de produtos já conhecidos, como açaí, cacau e erva-mate, além de soluções para reaproveitar resíduos da produção industrial e agrícola. Isso ajuda a reduzir desperdícios, criar novos produtos e gerar mais renda.
Outra frente apresentada foi o uso de microrganismos e de recursos naturais em produtos de maior valor, além de iniciativas que unem preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Na prática, essas ações ajudam a fortalecer a bioeconomia, gerar oportunidades para comunidades locais e incentivar um modelo de produção mais sustentável. Foram investidos, nos 45 projetos, R$ 117,2 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O I Seminário de Apresentação e Integração de Projetos das Chamadas Públicas 01/2022 do Programa Cadeias Produtivas da Bioeconomia (PCPBio) foi promovido pela Coordenação-Geral de Bioeconomia e Ciências Exatas, Humanas e Sociais, vinculada à Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), do MCTI. O encontro remoto reuniu, desde o dia 11, representantes de instituições de pesquisa, universidades, empresas e gestores públicos de diferentes regiões do País.
A secretária da Seppe, Andrea Latgé, classifica o PCPBio como uma ação de Estado estruturante, pioneira e relevante. “O seminário comprovou a importância do fomento à ciência e tecnologia em apoio à bioeconomia, não apenas pelo conhecimento dos resultados dos projetos aprovados nas chamadas e dos três projetos-pilotos que serviram de base para a formulação do programa, mas também pela possibilidade de integração entre diferentes grupos de pesquisa, proporcionando futuras colaborações”, afirma.
A coordenadora-geral de Bioeconomia e Ciências Exatas, Humanas e Sociais do MCTI, Joana Marie Girardd Nunes, complementou que o seminário aproxima pesquisadores, Finep e MCTI, com o intuito de construir um espaço permanente de diálogo. “Além disso, ele fornece subsídios importantes para o projeto de Avaliação Colaborativa do Programa Cadeias Produtivas da Bioeconomia do MCTI coordenado pela Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo, em parceria com a Seppe.”
Estímulo à bioeconomia
As Chamadas Públicas 01/2022 do PCPBio/MCTI foram lançadas para incentivar iniciativas que usem os recursos da natureza de forma sustentável, gerem renda para as comunidades e criem oportunidades de trabalho e desenvolvimento.
Um dos principais diferenciais da seleção foi exigir a participação das associações e cooperativas que trabalham diretamente nessas atividades. Na prática, isso garantiu que as comunidades envolvidas participassem desde o início da construção dos projetos, ajudando a definir prioridades e necessidades reais.
Participaram do seminário pesquisadores de instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTs) de todas as regiões do País nos projetos de fomento, empresas associadas nos 11 projetos de subvenção econômica, além de representantes da Finep, do MCTI, e do Projeto FEA/USP com a Coordenação de Programas e Projetos em Bioeconomia do MCTI.
































