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    Casos de meningite no Nortão acendem alerta: Sociedade Mato-grossense de Pediatria confirma circulação do tipo B

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    Os casos recentes de meningite no norte de Mato Grosso colocaram a região em alerta nos últimos dias, especialmente após mortes registradas em Sinop e a confirmação oficial da circulação da doença meningocócica pelo sorogrupo B. Apesar da gravidade, autoridades de saúde reforçam que, até o momento, não há caracterização de surto.

     

    Em Sinop, o caso que acendeu o alerta ocorreu no início da semana. Uma criança de 5 anos morreu no dia 20 de abril, após um quadro de meningite bacteriana. Dois dias depois, no dia 22, uma adolescente da mesma família também morreu após complicações da doença, configurando relação epidemiológica entre os casos e aumentando a preocupação das autoridades sanitárias.

     

    No mesmo dia 22 de abril, a Sociedade Mato-grossense de Pediatria emitiu uma nota oficial confirmando a circulação da Doença Meningocócica Invasiva pelo sorogrupo B no município.

    A entidade destacou que esse tipo é um dos mais agressivos, com evolução rápida e potencialmente fatal, principalmente entre crianças e adolescentes, e reforçou a necessidade de atenção sem gerar pânico.

    A Vigilância Epidemiológica informou que não há indícios de transmissão comunitária e que os casos seguem sendo tratados de forma isolada, com monitoramento de pessoas que tiveram contato próximo com as vítimas e adoção de medidas preventivas.

     

    No cenário estadual, Mato Grosso já registrou casos de meningite em diferentes municípios ao longo de 2026, incluindo Cuiabá, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde e outras cidades do interior. Apesar disso, os órgãos de saúde afirmam que a situação está sob controle e não configura surto.

     

    Em Sorriso, foi confirmada a morte de uma mulher de 40 anos por meningite, ocorrida anteriormente após internação. O caso não tem relação com os episódios registrados em Sinop, e não há indicação de novos registros conectados no município.

    Até abril de 2026, Mato Grosso registrou 24 casos confirmados e 4 mortes por meningite.

    ​Em Cuiabá foram confirmados 7 casos e 2 mortes. A prefeitura afirma que a situação está sob controle e não há surto, mas reforçou a vacinação em 72 unidades de saúde neste sábado.

     

    ​A orientação das autoridades de saúde é manter a vacinação atualizada, disponível gratuitamente no SUS para crianças e adolescentes.

    A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes. A forma bacteriana é a mais grave e pode evoluir rapidamente, exigindo atendimento médico imediato.

     

    A transmissão ocorre por meio de contato próximo com secreções respiratórias, como saliva, tosse ou espirro, o que exige maior atenção em ambientes de convivência contínua, como residências e escolas. Ainda assim, não se trata de uma doença de fácil transmissão em contatos ocasionais.

     

    A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. O Sistema Único de Saúde oferece imunização contra os principais tipos de meningite bacteriana, como meningococo C, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo B, responsáveis pela redução significativa de casos graves nas últimas décadas.

     

    No entanto, a vacina específica contra o meningococo B, tipo identificado em circulação em Sinop, não faz parte do calendário universal e está disponível apenas na rede privada.

    Isso não significa que a população esteja desprotegida, mas indica que a cobertura não é total para todos os sorogrupos da doença.

     

    Especialistas destacam que crianças com a carteira de vacinação em dia estão protegidas contra as formas mais comuns e graves, embora ainda exista risco. Em adultos, a proteção pode ser menor ao longo do tempo, o que pode justificar avaliação individual sobre a necessidade de reforço vacinal.

     

    A queda na cobertura vacinal observada nos últimos anos também é apontada como um fator de atenção em saúde pública, por aumentar o risco de circulação de doenças preveníveis. Ainda assim, não há confirmação de que os casos recentes estejam diretamente ligados a esse cenário.

     

    O momento é de atenção, mas não de pânico. As autoridades reforçam a importância de manter a vacinação atualizada, observar sintomas e buscar atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita, já que a meningite pode evoluir rapidamente.

     

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