O cenário macabro da chacina que assolou Sorriso, Mato Grosso, ganha contornos ainda mais sombrios ao revelar detalhes do histórico criminoso e da personalidade perturbadora de Gilberto Rodrigues dos Anjos, de 32 anos, o assassino frio que tirou a vida de uma mãe e suas três filhas.O crime brutal, ocorrido na última sexta-feira (24), na residência da família no Bairro Florais da Mata, foi descoberto apenas na segunda-feira (27). A mãe, Cleci Calvi Cardoso, de 45 anos, e suas filhas Miliane, de 19 anos, Manuela, de 13, e Melissa, de 10, foram encontradas degoladas e com sinais de abuso sexual.

Histórico de violência do Assassino
Estupro e Tentativa de Homicídio ainda em 2023: Em setembro deste ano, Gilberto invadiu uma casa, abusou sexualmente de uma mulher que estava dormindo e tentou matá-la. A vítima conseguiu reagir, mas foi ferida com uma facada no pescoço. Uma segunda vítima, que tentou intervir, foi atingida por um soco.
Latrocínio em 2013: O histórico revela um crime ainda mais macabro em 2013, quando Gilberto matou o jornalista Osni Mendes Araújo enquanto ele estava desacordado. O assassino enforcou a vítima com a própria camiseta após uma suposta recusa em relação a uma proposta.
Chacina em Sorriso: Gilberto confessou que premeditou o crime em Sorriso. Inicialmente, a intenção era roubar, mas a situação escalou para uma luta corporal com a mãe das vítimas. O desfecho cruel resultou em estupro, degola e asfixia.

A confissão do assassino revela um plano premeditado para cometer o crime, indicando uma mente calculista e sádica. Com dois mandados de prisão em aberto por latrocínio e estupro, Gilberto demonstra uma tendência à violência persistente.
Após o latrocínio de 2013, o criminoso ficou preso por cerca de 7 meses, mas foi liberado antes do julgamento. Essa impunidade pode ter contribuído para sua recidiva criminal. A identificação do chinelo do suspeito, encontrado na cena do crime, ressalta a audácia e a confiança do criminoso na impunidade.
Durante o interrogatório conduzido pela Polícia Civil, Gilberto confessou detalhes assustadores sobre a noite de terror em Sorriso. Ele admitiu que, após consumir entorpecentes, invadiu a casa das vítimas com a intenção inicial de roubar.
O cenário se transformou em horror quando confrontado pela mãe das meninas. Uma luta corporal se seguiu, resultando em um ataque fatal com uma faca. Ao tentar socorrer a mãe, a filha mais velha também foi vítima do assassino. O desfecho trágico se estendeu às outras duas crianças, ambas mortas brutalmente.
A perícia encontrou marcas de chinelo na cena do crime, uma pista que levou os investigadores ao calçado do suspeito, confirmando sua presença no local.
Impunidade e Recidiva: A história de Gilberto Rodrigues dos Anjos destaca uma falha gritante no sistema de justiça. Com mandados de prisão anteriores por latrocínio e estupro, sua liberdade levanta questionamentos sobre a efetividade do sistema penal. A revogação de sua prisão após o crime de 2013, seguida por novos delitos, ressalta a necessidade urgente de revisão e aprimoramento das leis.
Emoção e Luto: A população de Sorriso, profundamente abalada, expressou indignação diante do histórico violento do assassino. A mobilização por justiça ganhou força, e a tragédia acendeu debates sobre a segurança pública, a proteção às vítimas e a necessidade de reformas judiciais.
Desdobramentos Judiciais: Gilberto Rodrigues dos Anjos passou por audiência de custódia, e sua prisão foi mantida pela Justiça. Transferido para a Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop, o assassino aguarda os desdobramentos legais.
A chacina em Sorriso não é apenas uma tragédia isolada; é um sintoma de um sistema que exige revisão e medidas mais rigorosas para lidar com criminosos violentos. A sociedade clama por uma justiça mais efetiva, capaz de proteger as vítimas e impedir que algo tão devastador ocorra novamente. O luto por Cleci e suas filhas serve como lembrete doloroso da urgência de mudanças significativas no sistema judiciário e na abordagem à criminalidade violenta.
O caso choca não apenas pela brutalidade dos atos, mas pela falha no sistema judiciário que permitiu que um criminoso com tal histórico violento continuasse a perpetrar crimes. A sociedade de Sorriso, em luto por três dias, exige respostas e mudanças no sistema para garantir que casos como esse não se repitam.

































