O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado nesta quinta-feira (14) a dois anos de prisão pelo envolvimento na morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em um episódio registrado em abril de 2023, em um estabelecimento de conveniência na capital mato-grossense, Cuiabá.
A sentença definiu que o policial civil deverá cumprir pena em regime aberto, além da retirada da tornozeleira eletrônica que vinha utilizando durante o andamento do processo.
O Conselho de Sentença entendeu que o réu foi responsável pelos disparos que atingiram o militar, rejeitando a versão de inocência apresentada pela defesa. Os advogados do investigado informaram que ainda estudam a possibilidade de recorrer da decisão.
O julgamento durou três dias e foi concluído após a análise de depoimentos, provas e versões apresentadas em plenário.
Julgamento ouviu testemunhas e pessoas ligadas ao caso
Ao longo das sessões, foram ouvidas testemunhas que tiveram contato direto com a ocorrência ou participaram da investigação. Entre elas estavam pessoas que presenciaram o momento dos disparos, familiares da vítima e agentes da segurança pública que acompanharam o caso desde o início.
Delegados e policiais que atuaram na apuração também prestaram esclarecimentos ao júri, detalhando procedimentos adotados logo após o crime.
Durante o julgamento, alguns depoimentos foram marcados por forte emoção, especialmente de profissionais que tentaram prestar socorro à vítima no dia da ocorrência.
Réu apresentou versão de legítima defesa
No último dia de julgamento, o investigador decidiu relatar sua versão dos fatos. Ele afirmou que conheceu o policial militar no próprio dia do episódio e que, durante a interação, passou a suspeitar que a vítima estaria alterada e portando arma.
Segundo o depoimento, a situação teria evoluído para uma luta corporal, momento em que ele teria conseguido tomar a arma do militar. Ainda de acordo com o réu, os disparos teriam ocorrido durante essa confusão, enquanto ambos estavam no chão.
A defesa sustentou a tese de que o policial civil agiu para se defender, pedindo a absolvição do acusado.
Caso começou após ocorrência em abril de 2023
O fato ocorreu em abril de 2023, quando equipes de segurança foram acionadas após uma ocorrência de homicídio em uma conveniência localizada nas proximidades da Praça 8 de Abril.
A vítima foi levada a um hospital particular, mas não resistiu após tentativas de reanimação.
Na ocasião, o policial civil se apresentou às autoridades e acabou preso em flagrante no mesmo dia. O caso foi investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
































