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    “Porque se eu gritasse…”: Sobreviventes revelam o desespero da noite em que são atacadas por maníaco em Lucas do Rio Verde

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    Em uma reportagem investigativa apurada por Rafael Silva e Raphael Fernandes, da TV Conquista, uma vítima sobrevivente de um ataque do feminicida Gilberto Rodrigues dos Anjos, agora conhecido como o ‘maníaco de Sorriso’ após assassinar e abusar de uma família inteira, trouxe um relato sensível e trágico da noite mais traumáticas de suas vidas.

    Em uma noite que deveria ser de descanso, a vida de uma mãe e sua filha foi transformada em um pesadelo cruel. Em uma entrevista exclusiva, a mãe compartilhou detalhes aterradores do episódio que deixou marcas em sua vida e na de sua filha.

    “Ele já entrou com uma faca, arrombou a porta, já com uma faca na nossa direção, aí chegou no quarto, né? A gente se espantou porque nós estávamos dormindo, tanto eu, como ela.”

    A narrativa chocante revela a invasão, a brutalidade e a terrível escolha entre permanecer calada ou enfrentar a morte iminente. Ela conta que a filha tomou a corajosa atitude de proteger a mãe, colocando-se entre ela e o agressor.

    “Aí ela entrou na minha frente e disse… Não mãe, deixa que eu vou. Aí pegou ela pelos cabelos… Aí depois pediu o travesseiro e fez enquanto a gente botava a cara… pro lado do quarto, né? Onde eu estava. Fiquei calada. Dizia assim, ‘o que é que você está fazendo com a minha filha?’ Ele dizia ‘Nada’. E ele é tão psicopata que ainda faz rir da cara da pessoa”.

    A sensação de segurança foi brutalmente substituída pelo medo. A invasão ocorreu na madrugada, quando a família estava vulnerável, em um ato planejado por Gilberto, um foragido da justiça com histórico de estupro e latrocínio.

    Rafael Silva e Raphael Fernandes entrevistam a sobrevivente do ataque. Foto: TV Conquista

    “Ele é tão doente, ele é uma pessoa doente, que ele age. Porque nesse dia [da Chacina] o que ele fez com a mulher?  Matou primeiro a mulher, como tinha várias crianças lá no desespero, daquelas meninas, aquelas crianças ali, vendo a mulher morta.”

    O relato da mulher evidencia a surpreendente covardia e maldade do agressor, que planeja detalhadamente cada um de seus ataques. A mãe, mesmo sob intensa pressão e violência, demonstrou coragem ao lutar para proteger a filha.

    “Na hora lá, estava quantas pessoas? Ele acabou trancando você no quarto ou levou sua filha para a cozinha?”, perguntou o repórter Rafael Silva, em que ela respondeu: Não, porque o quarto não tem porta, é aberto, essa articulante não tem quarto, é tudo aberto. Saiu arrastando ela pelos cabelos do quarto para a cozinha. Aí na cozinha que a gente fez o exato, porque ela lutou muito com ele, com a faca assim no pescoço, na direção do cabo, e aqui na direção do cabo da faca, né, eu acho que a faca cortou os dedos nela na hora que ela estava lutando com ele, aí foi que ela lutou muito e ela conseguiu quebrar a faca, porque a vontade dele era matar ela.”

    O relato revela momentos de pavor, onde a quebra da faca se tornou o divisor de águas entre a vida e a morte.

    “Aí foi na hora que ela disse que ela conseguiu quebrar a faca, aí foi a hora que eu saí dando bicuda nele, eu ia pegar uma faca na gaveta da cozinha, aí ela me puxava pra trás, e eu ia, ela puxando pra trás pra não furar, porque se eu furasse o pneu da bicicleta dele, era o tempo que ele não ia longe, não ia longe.”

    Após o crime, a polícia iniciou a busca por Gilberto, que fugiu para Sorriso, onde perpetrou outra tragédia.

    “Aí a justiça agora, quando chega na hora, a polícia corre atrás. Tudo bem que a polícia de lá correu, foi mais… correu mais atrás quando aconteceu, e foram logo em cima, né? E se o daqui de Lucas fizesse isso, porque talvez ele estava andando aqui no meio da gente e a gente não sabia.”

    A mãe clama por justiça, destacando a necessidade de responsabilizar criminosos como Gilberto. É um alerta para a urgência de medidas para proteger a população contra a ação de psicopatas.

    Foto: TV Conquista

    “Sinto muito ódio de um cara desse, um cara doente. Porque o que eu quero que a justiça faça justiça, porque isso aí não pode ficar assim, quer dizer que um cara mata, aí mata uma família, destrói outra família, tudo, aí fica aí, anda com o bandido pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo num avião, dando suporte pra um bandido“, questionou.

    A história dessa mãe é um testemunho corajoso que destaca a necessidade urgente de medidas eficazes para combater a violência. A esperança reside na mobilização da sociedade e na busca incessante por justiça para garantir que sobreviventes possam reconstruir suas vidas após episódios tão traumáticos.

    Contar o relato de experiências traumáticas, como o vivenciado pela mãe e filha no ataque do maníaco de Sorriso, pode desempenhar um papel fundamental no processo de cura psicológica. Ao dar voz às vítimas e permitir que compartilhem suas narrativas, proporcionamos uma plataforma que valida suas experiências, ajudando-as a entender e processar os eventos traumáticos.

    A expressão verbal dos sentimentos e detalhes do ocorrido pode auxiliar na externalização do trauma, permitindo que as vítimas desvinculem, na medida do possível, as emoções negativas associadas aos eventos. Além disso, o ato de compartilhar o relato promove a consciência pública sobre a realidade da violência, incentivando a empatia e solidariedade.

    A cobertura jornalística sensível e respeitosa desempenha um papel crucial ao criar um espaço seguro para as vítimas, contribuindo para sua jornada de recuperação e, ao mesmo tempo, conscientizando a sociedade sobre a urgência de medidas eficazes contra crimes hediondos.

     

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