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    “Princesinha Macabra” é condenada a 32 Anos por Homicídio Qualificado, acompanhe a linha do tempo do caso

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    Nesta terça-feira, 21 de maio de 2024, o Tribunal de Justiça de Lucas do Rio Verde condenou Nithiely Catarina Day Souza, conhecida como “Princesinha Macabra”, a 32 anos e 10 meses de prisão pelo homicídio qualificado de Gediano Aparecido da Silva, de 19 anos. O caso chocou a comunidade local desde que foi revelado, há dois anos.

    Segundo a equipe de reportagem que acompanhou o veredicto dado no tribunal, ela permaneceu impassível, sem reação, com os cabelos escondendo o rosto ao longo de todo o processo, e com a mesma apatia, recebeu a sentença.

     Linha do Tempo do Caso

    25 de janeiro de 2022: Assassinato de Gediano Aparecido da Silva

    – Manhã: Gediano Aparecido da Silva, de 19 anos, avisa à família que, após sair do trabalho em uma fazenda na zona rural de Lucas do Rio Verde, vai vender um celular para pagar uma dívida.
    – Noite: Moradores encontram a cabeça de Gediano em um contêiner de lixo na Avenida Goiás. Testemunhas relatam que a cabeça foi arremessada de dentro de um carro.

    2 de fevereiro de 2022: Prisão de Nithiely
    – Nithiely Catarina Day Souza é presa em sua residência no bairro Rio Verde, onde operava um ponto de tráfico de drogas.

    4 de fevereiro de 2022: Manutenção da Prisão Preventiva
    – O juiz Hugo José Freitas da Silva mantém a prisão preventiva de Nithiely e determina sua transferência para uma unidade prisional feminina do Estado de Mato Grosso. Ele declara que não há ilegalidade na prisão e ordena um exame de corpo de delito.

    2023: Investigação e Procedimentos Judiciais
    – Janeiro de 2023: A promotoria reúne evidências contra Nithiely, incluindo mensagens de WhatsApp, postagens em redes sociais e vídeos, que mostram seu envolvimento direto em atividades criminosas e na execução de Gediano.

    21 de maio de 2024: Julgamento e Condenação
    – Nithiely enfrenta o júri popular. O promotor apresenta provas contundentes, incluindo mensagens de WhatsApp e vídeos que mostram Nithiely planejando e participando do assassinato. O júri condena Nithiely a 32 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado.

     

    Detalhes do Julgamento

    No tribunal, a promotoria destacou a participação ativa de Nithiely nos crimes. As mensagens de WhatsApp revelaram que tanto Nithiely quanto outros envolvidos estavam cientes das ações criminosas. A acusação de tráfico de drogas foi reforçada por postagens de Nithiely nas redes sociais, onde ela exibia seu envolvimento no comércio ilegal de entorpecentes.

    O corpo da vítima, Gediano Aparecido da Silva, foi uma peça-chave na acusação de ocultação de cadáver. O promotor ressaltou que todos os participantes sabiam que o plano incluía tortura, assassinato e ocultação do corpo. Wesley Rafael Santana, cúmplice que emprestou o carro usado no crime, também foi condenado, com o promotor argumentando que ele estava ciente das intenções criminosas associadas ao uso do veículo.

    A defesa de Nithiely tentou argumentar que ela foi coagida e ameaçada a participar dos atos criminosos pelos verdadeiros líderes da organização criminosa. O advogado da ré afirmou que Nithiely não tinha a intenção de matar a vítima, mas “apenas” de torturá-la. No entanto, essa defesa foi enfraquecida por evidências apresentadas pelo promotor, incluindo um vídeo de uma audiência online onde Nithiely admite claramente ter cometido o assassinato, e um vídeo da execução no qual ela pode ser ouvida dando ordens para a decapitação da vítima.

    Após ouvir depoimentos emocionais das testemunhas e examinar as provas, os jurados deliberaram e decidiram pela condenação de Nithiely. Ela foi sentenciada a 32 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado, um crime premeditado que abalou profundamente a comunidade. Wesley Santana dos Reis, cúmplice no crime, recebeu a mesma pena, devido à premeditação e sua propensão a violar normas sociais.

    Gediano. Foto: Redes Sociais

    A condenação de Nithiely Catarina Day Souza encerra um capítulo doloroso para Lucas do Rio Verde, mas também traz um senso de justiça para a comunidade. O caso da “Princesinha Macabra” serve como um lembrete da necessidade contínua de vigilância e justiça para combater o crime organizado. Com o julgamento concluído, a comunidade espera por um futuro mais seguro e justo.

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