Um servidor da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) tornou-se alvo da 2ª fase da Operação Hidra, deflagrada pela Polícia Civil em Mato Grosso, que investiga um esquema de falsificação de identidades para integrantes da facção criminosa.
Nesta quarta-feira (06), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do servidor, localizada em Várzea Grande, e também em seu local de trabalho, no Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá. Durante as buscas, foram encontrados anabolizantes e canetas emagrecedoras de origem estrangeira, caracterizando crime de contrabando. De acordo com a Polícia Civil, o servidor deve ser preso em flagrante.
A investigação teve início em julho de 2025, após a prisão de Ricardo Batista Ambrózio, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, considerado membro do PCC e foragido há mais de uma década em Mato Grosso. Kaiak, sua esposa e seus dois filhos menores de idade utilizavam documentos falsos para permanecerem ocultos.
Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo, Kaiak era o principal elo entre membros da facção presos, incluindo Marcola, apontado como o maior líder do PCC. Conversas interceptadas confirmaram sua função de “sintonia geral da rua” da facção, posição de confiança entre os chefes presos na Penitenciária de Presidente Venceslau.
Na ocasião da prisão, também foi apreendida uma pistola com numeração raspada, indício de outros crimes associados ao grupo.
Com o avanço das investigações, em agosto de 2025 foi deflagrada a primeira fase da Operação Hidra, quando um homem de 66 anos foi identificado como intermediário do esquema de falsificação. A análise de dados obtidos nessa etapa permitiu à polícia identificar a ligação entre o intermediário que possuía múltiplas identidades falsas e o papiloscopista da Politec, suspeito de facilitar a emissão dos documentos fraudulentos.





























