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    Documentário “BR-163: A Luta Pela Vida” destaca fala do prefeito Miguel Vaz e depoimento de vítima de tragédia na rodovia

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    O documentário “BR-163: A Luta Pela Vida” segue registrando depoimentos que unem dor, memória e esperança em torno da rodovia mais simbólica de Mato Grosso. 

     

    Na última sexta-feira (22/08), a equipe de produção gravou duas entrevistas marcantes: a do prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, e a de Solange Togni, moradora que perdeu a mãe e o irmão em acidentes na BR-163.

    Os relatos se somam à narrativa do filme, que busca retratar a rodovia não apenas como artéria vital para o agronegócio, mas também como palco de perdas irreparáveis para centenas de famílias. 

    Entre os entrevistados estão o senador Wellington Fagundes, governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta, o advogado Abel Sguarezi da OAB, o vereador Márcio Albieri, o diretor de Comunicação da Rota do Oeste, Roberto Madureira, o ex-diretor da Rota do Oeste, Júlio Perdigão, além de familiares e sobreviventes de acidentes na rodovia.  

     

     “O lado humano da BR não pode ser esquecido”, diz Miguel Vaz

     

    Durante a entrevista, o prefeito destacou que a BR-163 é ao mesmo tempo motor econômico e sinônimo de luto para milhares de lares: “Em número de vítimas, em número de mortes também. Então, tem o lado da economia, tem o lado da tristeza, que não dá pra deixar de comentar. Esse lado humano, essa visão mais humana da BR é um dos nossos focos”, afirmou.

     

    Vaz relembrou que a duplicação da rodovia é uma luta antiga, travada entre promessas frustradas e embargos jurídicos, e que o maior prejuízo foi pago pela população.

     

     “A população perdeu muito mais, porque perdeu a oportunidade de ter a rodovia duplicada e continuou perdendo muitas vidas. E aí, tivemos muitas dores com isso junto.”

     

    O prefeito destacou ainda a decisão do Governo de Mato Grosso em assumir a concessão como um marco importante: “Se não tivesse acontecido essa decisão do Governo do Estado de chamar para si a responsabilidade, provavelmente nós estaríamos sem nem um quilômetro duplicado. Hoje a sensação é de alívio, que a cada semana cresce um pouco mais.”

     

     O peso das perdas pessoais

     

    Se o prefeito trouxe a visão institucional e política, a fala de Solange da Silva Vieira Sachser Togni resgatou a dimensão humana e íntima da BR-163. Ao relembrar a perda da mãe, Rosália Paulina da Silva Sachser, 62 anos, aposentada, e do irmão, Jonas da Silva Vieira, 38 anos, agricultor, em acidentes na rodovia, ela deu voz à dor de inúmeras famílias que tiveram suas histórias interrompidas no asfalto.

    “Se não tivesse acontecido o acidente do meu irmão, com certeza não teria acontecido com minha mãe também”, afirmou Solange, muito emocionada. Ela explica que “é uma dor, a gente perde uma pessoa tão querida, meu único irmão, e depois minha mãe”.

     

    Sua participação reforça a linha editorial do documentário, que equilibra depoimentos de autoridades e lideranças com testemunhos pessoais e emocionantes de quem viveu a tragédia de perto.

     

     Da tragédia ao futuro

     

    Miguel Vaz também ressaltou a importância de aliar infraestrutura à mudança de comportamento no trânsito: “A BR-163 não é para motorista amador. É preciso responsabilidade, prudência e respeito à sinalização. Muitos acidentes acontecem por imprudência, e isso também precisa mudar.”

     

    Para o prefeito, a duplicação em curso, somada à chegada da ferrovia, poderá inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento e segurança para a região.

     

     “A rodovia duplicada e a ferrovia juntas vão ser a grande solução logística para esta região. Mas a BR precisa ser duplicada até Santarém. A ferrovia não substitui, ela complementa.”

     

     Um registro histórico em construção

     

    Ao final, o prefeito parabenizou a iniciativa do documentário, ressaltando que a obra audiovisual terá papel fundamental em registrar esse momento de transformação:

     

     “Até hoje eu não vi nenhum documentário parecido com o que está sendo feito agora. Esse trabalho vai marcar o antes e o depois da BR-163. Mais progresso, mais segurança e mais oportunidades vão nascer dessa nova fase.”

     

     Sobre o documentário

     

    Produzido por Galvão Sepúlveda Produções, através do edital 015/2023 da SECEL-MT, o documentário “BR-163: A Luta Pela Vida” é uma produção que resgata a memória da rodovia sob dois eixos centrais:  O econômico, mostrando a importância da BR para o agronegócio e para a balança comercial brasileira. O humano, revelando o preço pago em vidas durante décadas de espera pela duplicação.

     

    Com entrevistas de lideranças políticas, representantes da sociedade civil e familiares de vítimas, o documentário busca mostrar que cada quilômetro duplicado é também uma vida preservada.

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