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    GUERRA NA CAMARA

    Maysa Leão acusa base de “manobra” após disputa por CPI para investigar contratos da Educação de Cuiabá

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    A vereadora Maysa Leão acusou parlamentares da base do prefeito Abilio Brunini de articularem uma “manobra” para assumir o controle da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar supostas irregularidades em contratos da Educação de Cuiabá. A declaração foi feita nesta quinta-feira (28), após a apresentação de dois pedidos de CPI sobre o mesmo tema na Câmara Municipal.

    Segundo Maysa, ela foi a primeira a protocolar o requerimento de abertura da comissão após reunir as nove assinaturas necessárias para instaurar a investigação sobre denúncias envolvendo possíveis irregularidades na Educação, assunto levado a público pelo próprio prefeito.

    De acordo com a parlamentar, o vereador Demilson Nogueira teria informado inicialmente que não assinaria o requerimento por ocupar a função de vice-líder do Executivo, embora demonstrasse apoio à apuração. No entanto, segundo ela, após perceber que a CPI havia conseguido apoio suficiente, ele apresentou um segundo pedido de investigação com teor semelhante.

    “Enquanto eu corria atrás das assinaturas, eles estavam reunidos produzindo outra CPI dentro do plenário. Isso nunca aconteceu aqui. Estou chocada com o nível de manipulação”, declarou.

    Maysa afirmou que seu requerimento possui prioridade regimental porque alcançou primeiro o número mínimo de assinaturas exigidas. A vereadora citou os horários registrados nos documentos protocolados para sustentar a tese.

    “A última assinatura da minha CPI foi às 11h34min15s. A deles foi às 11h34min51s. Quarenta segundos de diferença. A minha atingiu as nove assinaturas primeiro”, afirmou.

    Para a parlamentar, a movimentação da base governista teria como objetivo garantir o comando da comissão e, consequentemente, influenciar a condução das investigações.

    “Se o prefeito falou publicamente em possível ilícito de até R$ 80 milhões, por que correr para fazer outra CPI do mesmo tema? A diferença é quem vai presidir os trabalhos”, questionou.

    A vereadora também criticou o fato de integrantes da base do Executivo conduzirem investigações envolvendo a própria administração municipal. Segundo ela, atualmente a Câmara possui cinco CPIs em andamento, todas relacionadas à gestão anterior.

    “Eles dizem que querem investigar, mas a população está vendo o que acontece aqui dentro”, disparou.

    Maysa ainda afirmou temer uma eventual interpretação política do regimento interno para favorecer o segundo pedido apresentado.

    “Vamos ver se o regimento será respeitado. A prerrogativa sempre foi considerar a nona assinatura registrada primeiro”, declarou.

    Entre os vereadores que assinaram o requerimento da CPI apresentada por Maysa Leão estão Ilde Taques, Alex Rodrigues, Joelson, Daniel Monteiro, Dídimo Vovô, Maria Avalone, Doutora Mara, Katiuscia Manteli e Jefferson Siqueira além da própria vereadora.

    A decisão sobre qual pedido terá prioridade deve ser analisada pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá.

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