O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que o investimento na nova Cadeia Pública de Barra do Garças não pode ser considerado elevado e defendeu uma mudança no modelo de gestão do sistema prisional do estado.
A declaração foi feita durante a inauguração da nova unidade, que contou com investimento de R$ 28,4 milhões e marca o encerramento de um impasse de 46 anos com a antiga cadeia localizada no centro do município de Barra do Garças.
Segundo o governador, o custo mais alto para o Estado estaria relacionado à manutenção de presos sem contrapartida produtiva.
“Caro é nós deixarmos detento sustentando essa chacina. Isso é caro. O povo mato-grossense não merece pagar a conta”, afirmou.
Pivetta defendeu que os reeducandos passem a trabalhar dentro do sistema prisional para custear parte das despesas com a própria manutenção. Ele anunciou ainda a construção de galpões industriais anexos à unidade, onde os detentos deverão exercer atividades produtivas.
“Eles precisam trabalhar, custear as suas estadias. É justo que seja assim”, completou.
A nova cadeia pública já inicia as atividades com 432 vagas e, segundo o governo, terá a capacidade ampliada em uma segunda etapa. A estrutura faz parte do plano estadual de reestruturação do sistema prisional, que prevê a redução da superlotação e modernização das unidades.
Durante o evento, o governador também destacou a instalação de bloqueadores de sinal de celular no local, como forma de reduzir a comunicação entre detentos e o crime organizado fora dos presídios.
“Estamos agora instalando o sistema de bloqueador de celular. Chega de celular nos nossos presídios. Nós estamos fazendo segurança pública, não pode ter moleza”, disse.
A unidade conta ainda com sistema de monitoramento e controle remoto de estruturas como grades, muralhas e torres de vigilância. A proposta, segundo o governo, é servir de modelo para outras unidades do estado.
Autoridades locais também participaram da inauguração. O prefeito Dr. Adilson (PL) e o secretário de Justiça, Valter Furtado, destacaram que a nova estrutura contribui para a segurança da população e elimina riscos associados à antiga cadeia, que funcionava em área central e operava com superlotação.





























