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Mauro Mendes lidera como primeira escolha e Janaína Riva ganha força no segundo voto na disputa por vagas ao Senado em MT

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Pesquisa do RealTime Big Data mostra como eleitor pretende distribuir os dois votos; eleição deste ano renovará duas das três cadeiras de Mato Grosso no Senado, com mandatos de oito anos

A eleição para o Senado em Mato Grosso terá uma particularidade que muda completamente a lógica da disputa: em outubro, o eleitor mato-grossense não escolherá apenas um senador, mas dois. E uma pesquisa do instituto RealTime Big Data mostra que os dois principais nomes do levantamento ocupam posições diferentes dentro dessa escolha.

Mauro Mendes aparece com ampla vantagem quando o eleitor é perguntado qual seria seu primeiro voto. Janaína Riva, por outro lado, assume a liderança quando a pergunta passa para o segundo voto. No resultado consolidado da pesquisa, os dois praticamente se encostam: Mauro tem 27% e Janaína, 25%.

Para entender o que isso significa, é preciso primeiro olhar para a regra da eleição.

Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. Ao todo, serão 54 novas cadeiras preenchidas, o equivalente a dois terços do Senado Federal. Em Mato Grosso, portanto, estarão em disputa duas das três cadeiras que representam o Estado na Casa. Os dois candidatos mais votados serão eleitos.

Na urna, o eleitor terá de votar duas vezes para senador: primeiro escolherá um candidato e, na sequência, outro candidato. Os dois votos precisam ser destinados a pessoas diferentes. Não existe segundo turno para o Senado; os dois mais votados em cada estado ficam com as vagas.

E há uma razão para essa renovação ocorrer dessa maneira. O mandato de um senador dura oito anos, o dobro do período de um deputado federal. O Senado possui 81 cadeiras, três para cada estado e para o Distrito Federal, e sua renovação ocorre alternadamente: em uma eleição são renovadas 27 cadeiras e, quatro anos depois, 54.

Isso significa que os dois senadores eleitos por Mato Grosso em 2026 permanecerão no cargo até 2034, salvo eventual saída antecipada. É uma escolha de longo prazo, que terá reflexos na representação política do Estado no Congresso durante dois mandatos de deputado federal.

É dentro desse contexto que os números do RealTime Big Data ganham destaque.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 11 de agosto de 2026, com 1.600 eleitores de Mato Grosso. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-04560/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Quando os entrevistados são convidados a apontar seu primeiro voto para senador, Mauro Mendes aparece na frente, com 35%. Janaína Riva registra 20%. José Medeiros tem 15%, enquanto Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem com 11% cada. Antônio Galvan soma 3%, Margareth Buzetti 2%, Nelson Carlos Ferreira Júnior 2% e Beny Godoy 1%.

Aqui está o significado de “primeiro voto”: é o candidato que o eleitor escolheria como sua principal opção para ocupar uma das duas cadeiras em disputa.

Mauro, portanto, aparece com uma vantagem de 15 pontos sobre Janaína nessa primeira escolha.

Mas a pesquisa faz uma segunda pergunta: e qual seria o segundo candidato escolhido pelo eleitor?

É nesse momento que o desenho muda.

Janaína Riva passa a liderar, com 30%. Mauro Mendes aparece com 19%. Carlos Fávaro tem 15%, Pedro Taques 10% e José Medeiros 9%. Antônio Galvan e Margareth Buzetti registram 5% cada.

Não significa que Janaína tenha “virado” a liderança sobre Mauro na eleição. São perguntas diferentes dentro de uma mesma eleição. O que o levantamento revela é que Mauro é mais citado como primeira escolha, enquanto Janaína aparece mais vezes como a segunda pessoa que o eleitor gostaria de levar para o Senado.

E isso importa porque, em outubro, o eleitor efetivamente poderá escolher dois nomes.

Imagine, por exemplo, um eleitor que tenha Mauro como seu primeiro voto. No segundo momento, ele poderá escolher Janaína, Fávaro, Medeiros, Taques ou qualquer outro candidato. Outro eleitor poderá fazer exatamente o contrário: colocar Janaína como primeira opção e Mauro como segunda.

No fim da apuração, não haverá uma classificação de “primeiro” e “segundo” voto. Os dois votos terão o mesmo peso na contagem final, e os dois candidatos que somarem mais votos serão eleitos.

É justamente por isso que o resultado consolidado da pesquisa aproxima Mauro e Janaína.

Quando primeiro e segundo votos são considerados conjuntamente, Mauro aparece com 27% e Janaína com 25%. Carlos Fávaro tem 13%, José Medeiros 12% e Pedro Taques 11%. Antônio Galvan e Margareth Buzetti aparecem com 4% cada.

A diferença entre Mauro e Janaína, que era de 15 pontos na primeira escolha, cai para apenas dois pontos quando se considera a distribuição dos dois votos.

Essa é provavelmente a informação mais interessante do levantamento.

Mauro demonstra uma força maior para ocupar o espaço de primeira escolha do eleitor. Janaína, por sua vez, aparece com uma presença mais ampla quando o eleitor precisa completar sua dupla de candidatos.

Isso pode influenciar diretamente a estratégia eleitoral.

Em uma eleição de duas vagas, não basta apenas ser o candidato mais lembrado individualmente. Cada candidatura também precisa disputar o espaço ocupado pelo segundo voto. A capacidade de dialogar com eleitores que já escolheram outro nome pode se tornar importante, principalmente porque os dois votos podem ser dados a candidatos de partidos diferentes. O próprio Senado explica que não há vinculação entre os dois votos: o eleitor pode escolher candidatos de legendas distintas.

A pesquisa mostra ainda um segundo pelotão bastante próximo.

No resultado consolidado, Fávaro aparece com 13%, Medeiros com 12% e Taques com 11%. A diferença de apenas dois pontos entre os três deixa o grupo em uma faixa competitiva, ainda que distante dos dois primeiros colocados.

Quando se observa cada voto separadamente, também há mudanças.

Medeiros tem 15% como primeira escolha, mas cai para 9% no segundo voto. Fávaro faz o movimento inverso: aparece com 11% como primeira escolha e sobe para 15% como segunda. Taques mantém desempenho relativamente próximo, com 11% no primeiro voto e 10% no segundo.

O comportamento mostra que os candidatos ocupam espaços diferentes na preferência do eleitor.

E há uma razão pela qual essa eleição merece atenção especial. Quem for eleito em 2026 não estará no Senado por apenas quatro anos. O mandato será de oito anos. Na prática, os dois vencedores representarão Mato Grosso no Congresso até 2034.

Isso amplia o peso da escolha e o eleitor precisa estar atento e estudar cada candidato com diligência.

O senador participa da elaboração das leis nacionais, representa o Estado no Congresso e possui atribuições específicas, como participar da aprovação de autoridades indicadas para determinados cargos e de decisões relevantes para a República.

Por isso, a disputa não se resume à corrida eleitoral de 2026. As duas cadeiras que estarão em jogo definirão parte da representação política de Mato Grosso no Senado durante quase toda a próxima década.

A fotografia feita pelo RealTime Big Data, entretanto, ainda não permite falar em duas vagas definidas.

O levantamento foi realizado em agosto, antes do período decisivo da campanha, e mede um cenário sujeito à mudança conforme candidaturas, alianças, exposição dos nomes e estratégias eleitorais se consolidem.

O que os números mostram hoje é uma disputa com dois protagonistas em posições distintas: Mauro Mendes é o nome mais forte na primeira escolha; Janaína Riva é a mais citada como segunda opção. Quando os dois votos são reunidos, a distância entre eles praticamente desaparece: 27% a 25%.

E é justamente aí que está a peculiaridade da eleição de 2026.

O eleitor mato-grossense não terá de escolher “o senador” — terá de escolher dois senadores. Um primeiro nome e, logo depois, um segundo. No final, os dois votos serão somados em uma única disputa e os dois mais votados ocuparão as cadeiras.

A pesquisa mostra que Mauro e Janaína já aparecem em posições privilegiadas nessa composição, mas por caminhos diferentes.

Mauro larga com mais força na escolha principal. Janaína ganha espaço quando o eleitor abre a segunda vaga da sua preferência. E, como as duas escolhas terão exatamente o mesmo peso na apuração, a corrida pelo Senado em Mato Grosso poderá ser decidida justamente por essa capacidade de formar uma dupla de votos.

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