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Pivetta chega à sucessão com 64% de aprovação e transforma gestão em principal ativo eleitoral

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Pesquisa do RealTime Big Data mostra governador aprovado por quase dois terços dos mato-grossenses; desafio agora é converter avaliação positiva da administração em preferência eleitoral

 

O governador Otaviano Pivetta chega à disputa pela sucessão estadual com um ativo político que não pode ser tratado como coadjuvante: 64% dos mato-grossenses aprovam sua administração. O índice, revelado por pesquisa do instituto RealTime Big Data, coloca a avaliação do governo em um patamar expressivo e cria uma das principais leituras do levantamento: Pivetta tem uma base de reconhecimento administrativo significativamente maior do que sua intenção de voto atual.

 

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 11 de agosto de 2026, com 1.600 eleitores de Mato Grosso. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-04560/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

 

O índice de aprovação aparece distribuído entre 34% dos entrevistados que classificam o trabalho de Pivetta como ótimo ou bom e outros 30% que aprovam sua administração. Outros 40% consideram a gestão regular, enquanto 22% fazem uma avaliação ruim ou péssima. O levantamento registra ainda 6% que não souberam ou não responderam à pergunta sobre aprovação.

 

Mais do que um número isolado, os 64% de aprovação representam um patrimônio político relevante para um governador que entra no último trecho do mandato e se prepara para uma eleição na qual seu grupo político terá papel central. A pesquisa mostra que, para quase dois em cada três entrevistados, a avaliação da administração é positiva.

 

E é justamente aí que aparece a particularidade do cenário eleitoral.

 

Na pesquisa estimulada para o Governo de Mato Grosso, quando os nomes são apresentados ao eleitor, Wellington Fagundes aparece com 34%, enquanto Pivetta registra 26%.

Natasha Slhessarenko soma 13%, Rafael Milas tem 3%, Sgto. Laudicério aparece com 1% e Maurício Coelho não pontua. Nulos e brancos representam 12% e outros 11% não souberam ou não responderam.

 

O resultado poderia ser lido simplesmente como uma liderança de Wellington. Mas, olhando o conjunto dos dados, a fotografia é mais complexa: Pivetta está eleitoralmente atrás, mas administrativamente bem avaliado.

 

Essa diferença entre aprovação e intenção de voto não significa necessariamente rejeição à gestão. Ela revela, antes, que a percepção positiva sobre o governo ainda não se transformou integralmente em decisão eleitoral. É uma diferença importante porque indica a existência de um capital político que pode ou não ser convertido em votos à medida que a eleição avance.

 

Na pesquisa espontânea, o cenário é ainda mais aberto. Wellington aparece com 14%, Pivetta com 10%, Mauro Mendes com 2%, enquanto Janaína Riva, Jayme Campos e Natasha Slhessarenko registram 1% cada. Mas o principal número está entre aqueles que ainda não escolheram: 50% não souberam responder e 18% optaram por nulo ou branco.

 

Isso significa que a liderança de Wellington, embora relevante, está inserida em um cenário de baixa consolidação do voto. Metade dos entrevistados sequer apontou espontaneamente um candidato. A eleição, portanto, ainda possui um amplo território político a ser disputado.

 

É nesse espaço que a aprovação de Pivetta ganha importância.

 

O governador não precisa necessariamente conquistar um eleitorado que desconheça sua administração. Os números indicam que seu governo já é reconhecido positivamente por uma parcela expressiva da população. O desafio é transformar essa percepção em uma escolha eleitoral clara.

 

O levantamento de votabilidade ajuda a dimensionar esse desafio. Pivetta tem 16% dos entrevistados dizendo que votariam nele com certeza e outros 30% que consideram uma possibilidade de voto. Por outro lado, 42% afirmam conhecê-lo, mas não votariam nele, enquanto 12% dizem não conhecê-lo suficientemente para opinar.

 

A fotografia de Wellington também merece ser considerada. O senador aparece com 25% de voto certo e outros 31% que consideram votar nele. Ao mesmo tempo, 30% dizem conhecê-lo e não votariam nele e 14% não o conhecem suficientemente para opinar.

 

A comparação ajuda a explicar por que a disputa não pode ser analisada apenas pelo percentual do cenário estimulado. Wellington tem vantagem na intenção de voto, mas também carrega um contingente significativo de eleitores que não votariam nele. Pivetta, por sua vez, tem uma aprovação administrativa elevada, mas enfrenta o desafio de fazer essa avaliação positiva pesar mais diretamente na decisão eleitoral.

 

A rejeição também coloca Pivetta diante de um obstáculo. No levantamento, 38% afirmam que não votariam nele. Natasha aparece com 33% de rejeição e Wellington com 30%.

 

Ainda assim, o cenário não é de uma candidatura isolada ou sem espaço de crescimento. A soma entre os que votariam com certeza em Pivetta e os que consideram essa possibilidade chega a 46%, enquanto sua aprovação administrativa alcança 64%. São indicadores diferentes e não podem ser tratados como equivalentes, mas, juntos, mostram que o governador possui um patrimônio político considerável que ainda não está plenamente refletido na corrida eleitoral.

 

A prova de que a avaliação positiva não se converte automaticamente em voto aparece também nos cenários de segundo turno. Em um confronto direto entre Wellington Fagundes e Pivetta, o senador registra 45%, contra 32% do governador. Nulos e brancos somam 12% e 11% não souberam ou não responderam.

 

É uma diferença que merece ser observada com cautela. Uma avaliação positiva de governo não significa que o eleitor necessariamente escolherá o governador ou seu grupo político. O voto é influenciado por identificação partidária, alianças, conhecimento dos adversários, rejeição, conjuntura nacional e estadual e pela própria campanha.

 

Mas a pesquisa deixa uma mensagem clara para a sucessão: Pivetta não parte apenas de uma candidatura com 26% de intenção de voto. Ele parte também de uma gestão que alcança 64% de aprovação.

 

Essa distinção muda a interpretação do cenário.

 

Se a eleição fosse decidida exclusivamente pela avaliação administrativa, Pivetta estaria em uma posição muito confortável. Mas a pesquisa mostra que o eleitor separa as duas coisas. Há quem aprove o governo e, ainda assim, não tenha escolhido Pivetta para sucedê-lo. Da mesma maneira, há eleitores que reconhecem sua administração, mas podem optar por outro projeto político.

 

O dado, portanto, não permite concluir que os 64% de aprovação serão automaticamente transferidos para uma candidatura. O que ele mostra é que existe uma base potencial de percepção positiva sobre a gestão, e a capacidade de transformar essa avaliação em voto será uma das questões centrais da sucessão.

 

Também pesa o fato de que a disputa ainda apresenta alto grau de indefinição. Na espontânea, 50% não indicaram candidato. Mesmo no cenário estimulado, Wellington lidera com 34%, mas há 12% de nulos ou brancos e 11% de entrevistados que não souberam ou não responderam.

 

A eleição, portanto, ainda está em processo de formação.

 

O levantamento do RealTime Big Data oferece uma fotografia na qual Wellington aparece à frente na intenção de voto, mas Pivetta apresenta um dos dados mais relevantes de avaliação administrativa entre os nomes colocados no tabuleiro. A questão política que emerge dos números deixa de ser apenas quem está liderando hoje e passa a ser quem conseguirá transformar seu principal ativo em voto efetivo.

 

Para Wellington, o desafio é ampliar a vantagem e consolidar um eleitorado que ainda apresenta níveis relevantes de rejeição e indecisão. Para Pivetta, o desafio é diferente: fazer com que os 64% que aprovam sua gestão enxerguem essa avaliação também como razão para escolher o projeto político que pretende sucedê-lo.

 

Nesse sentido, a pesquisa não retrata um governador sem força eleitoral. Retrata um governador com força administrativa já demonstrada, mas ainda diante da tarefa de convertê-la em força eleitoral.

 

E talvez seja justamente essa distância entre os dois indicadores — 64% de aprovação contra 26% de intenção de voto no cenário estimulado — que represente a parte mais importante da pesquisa para entender a sucessão de Mato Grosso.

 

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