Arquiteta e urbanista, candidata aposta na trajetória em Sinop e apresenta propostas para moradia, inclusão, infância, planejamento urbano e agricultura familiar
A candidatura de Scheila Pedroso a deputada estadual em 2026 tem como principais bandeiras a habitação, a proteção social e o atendimento às famílias atípicas. Arquiteta e urbanista, ela pretende levar para a Assembleia Legislativa pautas que marcaram sua atuação na administração pública de Sinop e em projetos de desenvolvimento social em Mato Grosso.
Em entrevista ao Momento MT, Scheila também falou sobre a campanha e defendeu uma maior representação política do Nortão. Sinop é sua principal base eleitoral, mas ela cita articulações em municípios como Sorriso, Alta Floresta e Cuiabá.
“No Nortão nós temos em torno de 600 mil votos e apenas um deputado estadual representando. Então, a perspectiva é que o Nortão faça pelo menos três deputados estaduais”, afirmou.
A habitação aparece como principal eixo da candidatura. Scheila defende que a política habitacional seja tratada não apenas como construção de unidades, mas como instrumento de segurança e autonomia para as famílias.
“Quando a gente fala de habitação, a gente fala de casa, não é um número, uma unidade habitacional, são famílias”, declarou.
Durante a entrevista, ela citou a entrega de aproximadamente 1.440 apartamentos em Sinop, beneficiando, segundo os números apresentados por ela, cerca de 5 mil pessoas. A proposta para uma eventual atuação estadual é ampliar o acesso à moradia, com atenção especial a famílias em situação de vulnerabilidade, famílias atípicas e mulheres chefes de família.
Para Scheila, a casa própria também pode representar uma ferramenta de proteção para mulheres submetidas a situações de violência doméstica, ao ampliar a autonomia financeira e a segurança para romper ciclos de violência.
A pauta das famílias atípicas ocupa outro espaço central no projeto. Scheila criticou a demora enfrentada por famílias para conseguir diagnóstico, consultas, terapias e medicamentos, principalmente nos municípios menores.
“A saúde tem que chegar nos primeiros meses, nos primeiros anos, para conseguir dar um tratamento, dar acesso a terapias para essas crianças”, afirmou.
Ela citou ainda a implantação da comunicação aumentativa e alternativa em Sinop para ampliar a comunicação de pessoas com dificuldades de fala, especialmente autistas não verbais.
A candidata também defende políticas mais amplas para crianças e adolescentes. Entre as iniciativas citadas está o Família Acolhedora, que oferece acolhimento familiar temporário para crianças afastadas de suas famílias de origem.
“Isso traz para ela também um convívio familiar e a gente conseguiu melhorar o desenvolvimento dessa criança”, disse.
Na área de planejamento urbano, Scheila pretende utilizar sua formação profissional para defender um crescimento mais organizado dos municípios. A proposta envolve a localização de novos empreendimentos habitacionais próxima a escolas, unidades de saúde, transporte e demais serviços públicos.
Ao mencionar a verticalização de Sinop, defendeu que o crescimento das cidades seja acompanhado de planejamento ambiental e preservação das áreas verdes.
“Organizar as cidades é algo muito importante para o desenvolvimento dessa cidade, para um desenvolvimento planejado e que os serviços públicos também cheguem a essas cidades”, afirmou.
A destinação de emendas parlamentares para a saúde foi outro tema da entrevista. Scheila defendeu que os recursos alcancem tanto a estrutura pública quanto instituições que prestam serviços relacionados à saúde, terapias, inclusão e assistência.
Ao falar sobre o atendimento às pessoas com autismo, voltou a destacar as dificuldades provocadas pelas filas por consultas e terapias.
“O autismo se encaixa perfeitamente dentro da saúde. A gente encontra crianças esperando três, quatro meses para ter acesso a uma consulta, às vezes mais de ano para ter acesso a uma terapia”, afirmou.
A agricultura familiar também integra as propostas. Filha de produtores de um assentamento em Sorriso, Scheila defende medidas para facilitar a comercialização dos produtos e, principalmente, a regularização documental das propriedades.
“Dentro da agricultura familiar, a gente precisa trabalhar não só o produtor ali, mas também a parte de documentação dessas famílias”, declarou.
Segundo ela, a regularização pode facilitar o acesso dos pequenos produtores aos mercados institucionais, inclusive ao fornecimento de alimentos para as prefeituras e para a merenda escolar.
Primeira disputa eleitoral de Scheila, a campanha é apresentada por ela como uma tentativa de transformar sua trajetória administrativa em atuação parlamentar.
“É minha primeira eleição, é minha primeira campanha, eu não tenho vícios nenhum político, eu só tenho compromisso com a população e trabalho prestado”, afirmou.
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