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    35 anos de Fundação: uma história de apoio à comunidade de Lucas do Rio Verde

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    Instituto Pe João Peter faz 35 anos neste 06 de maio de 2023

    Há 35 anos, um grupo de idealistas, professores, comerciantes e agricultores se uniram para criar uma instituição que apoiasse o desenvolvimento equilibrado da comunidade que hoje é o município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. Assim surgiu o Instituto Padre João Peter, fundado por migrantes em 06 de maio de 1988, uma referência em atuação social, ambiental e educativa na região.

    Ao longo dos anos, o Instituto se consolidou como uma organização que promove ações sociais, educativas e culturais, além de projetos de desenvolvimento econômico e tecnológico. Entre suas iniciativas estão programas de formação profissional, capacitação de professores, apoio à agricultura familiar e projetos de inclusão social.

    A horta com plantas medicinais sempre foi um diferencial do Instituto, na foto, pode-se ver como ela é diversificada e promove a inclusão social.

    Ao completar 35 anos de existência, a instituição reafirma seu compromisso com a comunidade e seu papel de transformação social.

    O nome Instituto Pe. João Peter é uma homenagem póstuma ao padre João Peter que, confiando na atitude positiva dos fundadores e usando a rede de apoio que ele tinha para suas próprias obras, deu o primeiro apoio financeiro ao nosso trabalho em prol da comunidade de Lucas do Rio Verde. 

    “Muito obrigado, padre João! Você ajudou a plantar uma semente que se desenvolveu numa árvore saudável e forte que oferece seus produtos à comunidade”, afirmou Klaus Huber, fundador e presidente do Instituto.

    Nesta ocasião, o Instituto anuncia também a transferência de suas atividades e bens para a Rede La Salle, após 35 anos de atuação.

    A decisão foi tomada de acordo com o Estatuto Social da instituição, que prevê a destinação do patrimônio remanescente para outra Entidade Beneficente. A Rede La Salle é uma instituição com forte compromisso social e educacional, o que garante a continuidade das atividades do Instituto Pe. João Peter.

    Klaus Huber, presidente e fundador do IPJP

    O fundador e atual presidente, Klaus Huber, agradeceu a todos que contribuíram para o crescimento, a continuidade e a manutenção do Instituto durante esses anos, e destacou a importância da responsabilidade social e da preservação ambiental que foram compromissos firmados pelo Instituto Pe. João Peter ao longo de sua história:

    “Quero expressar aqui a GRATIDÃO a todos que contribuíram com serviços, doações, dedicação e idealismos para o crescimento, a continuidade e manutenção do Instituto durante esses anos. Um agradecimento especial aos fundadores, às diversas diretorias e aos colaboradores que se sucederam ao longo dos anos. Sem seu idealismo, esforço e sua dedicação, o Instituto não existiria e nunca teria alcançado o potencial para executar tudo o que fez, e ainda chegar a comemorar seus 35 anos. Parabéns a todos e muito obrigado!”

    O IPJP fica localizado na Av. Espírito Santo, 600-E, Bairro Rio Verde, e atende de segunda à sexta-feira.

    A transição está sendo feita de forma planejada para que os objetivos e as finalidades que manteve  o Instituto durante os 35 anos sejam também  integrados pela Rede Salle,  que vão dar continuidade  às Terapias  Integrativas e Complementares, cultivo das plantas medicinais,  programa de Aprendizagem e o desenvolvimento da comunidade que vem sendo realizado pelo Instituto Pe. João ao longo das últimas décadas.

     

     

     

    Instituto Padre João Peter: mais de três décadas de uma história de cultura e educação em Mato Grosso

    Reportagem histórica sobre o curso de Homeopatia do Instituto em 1992

    Há 35 anos atrás, a cidade de Lucas do Rio Verde, no interior de Mato Grosso, sofria com a falta de acesso à literatura e ao material de pesquisa escolar. Foi então que o Instituto Pe. João Peter teve a ideia de criar uma biblioteca, inicialmente ambulante, para atender as escolas municipais rurais e urbanas. Com o tempo, a biblioteca foi fixada na Av. Paraná, tornando-se uma referência para a comunidade. No entanto, em 2008, cerca de 23 mil livros foram doados ao distrito de União do Norte, no município de Peixoto de Azevedo-MT, com o objetivo de levar a cultura a um público ainda maior.

    O Instituto adquiriu também uma terça parte do Jornal Folha Verde, ainda em 1988, visando incentivar a interação dos alunos da biblioteca comunitária com a realidade social. O jornal foi considerado uma ferramenta importante para estimular a reflexão sobre a atualidade, tornando os alunos mais ativos e participativos na sociedade.

    A Biblioteca Comunitária proporcionou momentos inesquecíveis e muito aprendizado às crianças da comunidade.

    Além da biblioteca, o Instituto Pe. João Peter também se preocupou em oferecer cursos para qualificação e aperfeiçoamento profissional na área da educação. Em 1988, foi organizado o Logos II, um curso para professores leigos que atuavam em salas de aula, devido à falta de formação adequada. Além disso, o Instituto ofereceu suporte pedagógico através de cursos, palestras e seminários aos professores das Escolas Municipais da cidade e do interior. E para combater o analfabetismo, o Instituto também trabalhou com a alfabetização de adultos pelo programa Mobral.

    O Instituto iniciou em 1990 um trabalho com Terapias Integrativas e Complementares, buscando melhorar a saúde e qualidade de vida da população através de conhecimentos tradicionais, como o uso de chás, produtos naturais e homeopatia. Em 1993, as primeiras terapeutas receberam treinamento no Método Bioenergético de Tratamento Natural, que ainda é muito procurado pela comunidade local. Desde o início, o Instituto também incentivou o cultivo de plantas medicinais como uma atividade que pode contribuir para a saúde e o bem-estar da população.

    Em 1991, o Instituto Pe. João Peter promoveu aulas de música em seu pequeno conservatório musical, onde os alunos podiam aprender a tocar instrumentos como flauta doce, piano, teclado, violão, violoncelo, percussão e canto coral. Além disso, o Instituto organizou um campeonato de xadrez para fortalecer a integração da comunidade, que foi muito popular e durou 10 anos.

     

    Agradecimento da prefeitura pela aquisição dos ônibus, na época, o transporte era de difícil acesso, e a aquisição deu possibilitou um salto na qualidade de vida dos cidadãos.

    Para combater a evasão escolar, o Instituto tomou medidas efetivas, como a aquisição de três ônibus em setembro de 1992 para transportar os alunos até a escola. Esses ônibus foram entregues à Prefeitura Municipal, que ficou responsável pela sua administração. As famílias que viviam na zona rural enfrentavam grandes dificuldades para levar seus filhos até a escola, dada a distância entre suas casas e as instituições de ensino. Com os ônibus, essa dificuldade foi reduzida e as crianças tiveram acesso mais fácil à educação.

     No final de 1993, o Instituto iniciou um curso de marcenaria com o objetivo de disseminar conhecimento, capacitar e desenvolver jovens, gerando qualificação profissional e renda. A atividade com madeira se apresentava como uma forma de expressão artística e criativa, oferecendo todo o conhecimento para que os jovens pudessem construir com as próprias mãos, transformando matéria-prima em objetos úteis e soluções. O curso incentivava os jovens a aprimorar os conhecimentos adquiridos na teoria, abrindo novas oportunidades no mercado de trabalho.

    Em 1995, o Instituto expandiu sua oferta de cursos profissionalizantes, adicionando serralheria e mecânica automotiva. O curso de serralheria oferecia aos alunos uma visão global do processo criativo e produtivo, desde a criação do projeto até o acabamento final de janelas, portas, portões, grades e outros objetos de ferro. O curso de mecânica automotiva tinha como objetivo a inserção de jovens no mercado de trabalho e a melhoria da situação socioeconômica das famílias. Os alunos aprendiam a parte teórica e prática de diagnóstico, manutenção preventiva e reparos em veículos automotores, contribuindo para a inclusão social desses jovens. Com esses cursos, o Instituto buscava promover uma educação transformadora, capaz de oferecer oportunidades de capacitação e qualificação profissional para jovens de baixa renda.

     

    Instituto Pe. João Peter: educação integral e transformação social

    Comunidade agradece ao Instituto pelo seu trabalho comunitário, registro fotográfico dos anos 90.

    Durante o período de 2006 a 2013, o Instituto Pe. João Peter ofereceu diversas atividades pedagógicas para crianças e adolescentes durante o contra turno escolar. A instituição tinha como objetivo proporcionar uma educação integral, reconhecendo a importância de atividades estimulantes que contribuíssem para o desenvolvimento de habilidades importantes para toda a vida do indivíduo, como pensamento crítico e reflexivo.

    Dentre as atividades oferecidas, destacaram-se a oficina de artesanato e a oficina de violão, teclado e flauta doce. A oficina de artesanato, ministrada entre os anos 2006 a 2013, tinha como objetivo desenvolver a criatividade e a percepção, explorando a plasticidade e potencialidade motora das crianças e adolescentes. Além disso, buscava possibilitar a elevação da autoestima e motivar a superação de seus limites, gerando momentos de interação e descontração das emoções. Já a oficina de Violão e Teclado, realizada entre os anos 2008 e 2013, tinha como objetivo ensinar arte musical às crianças e adolescentes, desenvolvendo técnica de tablatura, ritmos, melodia, coordenação motora, concentração e disciplina.

    As manifestações artísticas e culturais foram fomentadas através do pequeno conservatório musical.

    A oficina de dança, realizada entre os anos 2008 e 2013, buscava despertar nas crianças e adolescentes um envolvimento com a expressão corporal, auxiliando na capacidade de perceber, aceitar e compreender as diferenças existentes em cada um e, assim, desenvolvendo de forma sadia o processo de autoconhecimento e da consciência corporal.

    Entre os anos de 2010 a 2013, o Instituto desenvolveu a oficina de flauta doce como parte de seu programa de educação musical. A atividade tinha como objetivo principal promover a integração dos participantes e o desenvolvimento de habilidades musicais. Durante as aulas, os participantes aprendiam a reproduzir sons, músicas e até mesmo compor suas próprias melodias. Isso aumentava a motivação e o interesse pelo processo de ensino e aprendizagem, o que resultava na ampliação da autoestima e do senso de valorização própria.

    Uma das principais realizações do Instituto entre os anos de 2010 e 2013 foram também os espetáculos natalinos. Interpretado pelos pequenos cantores do Coral, o evento retratava a história do Natal e seu verdadeiro significado. As apresentações eram sempre emocionantes e contavam com a presença de familiares, amigos, autoridades e personalidades. O evento era realizado em diversos locais, mas as apresentações na Câmara Municipal eram as mais aguardadas, sendo sempre um grande sucesso. O espetáculo proporcionava aos participantes uma experiência única e enriquecedora, incentivando o desenvolvimento de suas habilidades musicais e artísticas.

    Em 1996 as descrições das fotos do Instituto eram feitas em alemão pelo seu fundador, descendente de Suíços, ele migrou para MT com o grupo do interior de São Paulo na época. Tradução: A mãe dos alunos de marcenaria surpreendeu a todos com um delicioso almoço: Risoto de frango, salada mista, salada de batata, pão e suco de laranja. Os ingredientes foram comprados no supermercado sacolão.

     

    O Instituto também celebrava datas comemorativas importantes, como o dia das mães e dos pais, entre 2006 e 2013, com todos os atendidos pela Instituição. Essas comemorações serviam para estreitar e fortalecer os vínculos familiares.

    O Projeto de Coral/Música surgiu em 2010 com o intuito de promover a musicalização e a integração dos participantes. Por ser um trabalho grupal, o coral ajudava a desenvolver a autoestima e a valorização do “ser” nas crianças e adolescentes envolvidos. Os pais dos participantes também eram incentivados a participar, e as apresentações do coral eram sempre emocionantes e repletas de surpresas. A música era vista como uma disciplina importante e os resultados positivos incentivavam os participantes a se concentrarem e se dedicarem cada vez mais.

    Torneio de Xadrez em 1998.

    Por fim, a oficina e o campeonato de xadrez, realizados entre os anos de 2008 até 2013, oportunizavam um crescimento na educação das crianças e adolescentes, usando a metodologia do próprio jogo que consigo já traz as regras que farão com que os participantes se envolvam cada vez mais, comprometendo toda sua personalidade e se dedicando com prazer. Assim, o Instituto Pe. João Peter contribuiu para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes por meio dessas atividades pedagógicas.

    Sustentabilidade é um compromisso que o Instituto Pe. João Peter assumiu há 35 anos

    Exposição de produtos medicinais e homeopatias do IPJP. Em 1993, as primeiras terapeutas fizeram o curso do Método Bioenergético de Tratamento Natural, que até hoje é muito procurada pela comunidade de Lucas e região.

    Desde sua fundação, a instituição tem trabalhado incansavelmente em prol da preservação ambiental e da conscientização sobre a importância da educação ambiental. Em 1993, o Instituto buscou ajuda financeira junto à Cáritas Brasil para incentivar a produção agrícola orgânica e a conservação ambiental entre os chacareiros de Itambiquara. O incentivo ajudou os produtores a adotarem práticas mais sustentáveis e responsáveis, visando a preservação do meio ambiente.

     

    Mas a atuação do Instituto não se limita apenas à região local. Como membro ativo da Rede Cerrado, uma organização que tem como objetivo a preservação desse bioma tão importante, o Instituto tem trabalhado incessantemente para enfrentar as ameaças que o Cerrado enfrenta. A Rede Cerrado foi criada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Brasil em 1992, e desde então, as entidades filiadas aprovaram a Carta de Princípios, consolidando seu compromisso com a preservação do Cerrado.

    Em 2007, a assembleia da Rede Cerrado deu personalidade jurídica à organização, fortalecendo sua atuação na defesa desse importante bioma. O Instituto tem sido uma peça-chave nesse processo, contribuindo ativamente para garantir que seus objetivos sejam alcançados e demonstrando seu comprometimento com a preservação do meio ambiente e com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Com ações concretas, o Instituto tem se destacado na promoção de uma cultura de sustentabilidade e na construção de um futuro mais equilibrado e saudável para as próximas gerações.

     

    Instituto Pe. João Peter promove projeto de Horta Verde para ensinar sustentabilidade e alimentação saudável

    Crianças e professoras são recebidas pela equipe do Instituto e podem ver, sentir as texturas das folhas, cheirar as plantas, saborear os aromas dos chás e até ouvir os sons da natureza, tudo num contexto lúdico e assim fortalecendo o respeito à cultura.

    Ao longo dos anos, o Instituto Pe. João Peter realizou diversas ações voltadas para a inclusão social e digital, desenvolvimento pessoal e educação ambiental de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Através dessas iniciativas, a instituição conseguiu contribuir para a formação integral de muitos jovens, proporcionando-lhes oportunidades de desenvolvimento pessoal, profissional e social.

    O projeto de Horta Verde promovido pelo Instituto Pe. João Peter, além de promover a alimentação saudável para as crianças e adolescentes atendidos pela instituição, também tinha como objetivo ensinar sobre a importância da sustentabilidade econômica e a responsabilidade ambiental.

    Durante o período de 2006 a 2013, os participantes do projeto aprenderam sobre as etapas do cultivo de hortaliças e verduras, desde a preparação do solo até a colheita dos alimentos. Além disso, também foram ensinados conceitos como compostagem e reciclagem de materiais orgânicos, que eram utilizados como adubo para a horta.

    Diversas Atividades Pedagógicas foram desenvolvidas pelo IPJP, e o cuidado com a natureza sempre foi um diferencial.

    Com o passar dos anos, o projeto de Horta Verde se tornou um sucesso e, além de suprir a demanda alimentar dos atendidos pela instituição, também contribuiu para que as famílias das crianças e adolescentes envolvidos pudessem ter acesso a uma alimentação mais saudável e nutritiva.

    Além disso, em agosto de 2009, os colaboradores do Instituto participaram do IV Simpósio Iberoamericano de Plantas Medicinais em Cuiabá, para fortalecer seus conhecimentos sobre o uso das plantas medicinais. Essa iniciativa reforça o compromisso da instituição em promover o desenvolvimento pessoal e profissional de seus colaboradores, aprimorando ainda mais os serviços prestados à comunidade.

    O evento contou com a presença de especialistas renomados no campo da fitoterapia e plantas medicinais, que compartilharam seus conhecimentos com os participantes. Além disso, o Instituto Pe. João Peter teve a oportunidade de apresentar seus projetos e iniciativas para os demais participantes do evento, consolidando assim sua posição como referência em ações de inclusão social e educação ambiental.

    O simpósio proporcionou aos colaboradores do Instituto Pe. João Peter uma oportunidade única de expandir seus conhecimentos sobre o uso de plantas medicinais na promoção da saúde, além de permitir a troca de experiências e ideias com outros profissionais da área. A participação no evento reforça o compromisso da instituição em buscar constantemente aprimorar suas práticas e iniciativas, visando sempre o bem-estar e a formação integral dos jovens em situação de vulnerabilidade social.

    O Instituto atualmente proporciona às crianças das escolas municipais e particulares visitas guiadas ao horto de plantas medicinais. Durante esses momentos, a equipe do Instituto recebe as crianças e professores, permitindo que elas tenham a oportunidade de experimentar as plantas de diversas maneiras, como sentindo as texturas das folhas, cheirando as plantas, saboreando os aromas dos chás e ouvindo os sons da natureza. Essa abordagem lúdica ajuda a fortalecer o respeito pela cultura e pelo meio ambiente em que vivemos.

     

    Instituto Pe. João Peter transforma vidas através de iniciativas de inclusão social e digital

    Durante os anos de atividade, o Instituto Pe. João Peter tem trabalhado incansavelmente para promover a inclusão social e digital de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Através de diversas iniciativas, a instituição tem contribuído para a formação integral desses jovens, oferecendo-lhes oportunidades de desenvolvimento pessoal, profissional e social.

    Uma dessas iniciativas é o projeto de inclusão digital, que foi realizado entre os anos de 2006 e 2013. O projeto tinha como objetivo despertar o interesse pela profissionalização e proporcionar práticas de cidadania, ética e valores aos jovens atendidos. Para isso, o Instituto Pe. João Peter oferecia um espaço físico adequado e assegurava direitos fundamentais, proporcionando o curso de informática básica para crianças e adolescentes.

    Aula teórica de mecânica com o professor Gregor.

    Além do projeto de inclusão digital, a instituição também oferecia outras atividades que tinham como objetivo estimular a criatividade, a autoestima e o desenvolvimento pessoal dos jovens. Entre essas atividades, destaca-se a oficina de artesanato, que também foi realizada entre os anos de 2006 e 2013. Através dessa iniciativa, as crianças e adolescentes desenvolviam sua criatividade e percepção, explorando sua plasticidade e potencialidade motora. O artesanato também possibilitava a elevação da autoestima, motivando a superação de seus limites.

    Outra iniciativa importante do Instituto Pe. João Peter é a atividade psicossocial, que também foi realizada entre os anos de 2006 e 2013. Nessa atividade, os jovens eram estimulados a refletir sobre temas transversais e a desenvolver a cidadania, afetividade e convivência social e familiar. Através de dinâmicas que promoviam a interação, os jovens desenvolviam a participação, disciplina, conscientização dos deveres individuais e sociais, autonomia, reflexão, diálogo e ética.

    Ao longo dos anos, todas essas iniciativas promovidas pelo Instituto Pe. João Peter têm contribuído para transformar a vida de muitos jovens em situação de vulnerabilidade social. A instituição tem se esforçado para oferecer oportunidades de desenvolvimento e formação integral a esses jovens, ajudando-os a construir um futuro mais promissor e digno.

     

    Formação integral, inovação e impacto social no terceiro setor

    Uma beleza única no centro do Nortão de MT, o IPJP tem todo tipo de plantas medicinais, auxiliando pessoas de toda a região.

    O Instituto Padre João Peter tem sido uma instituição de destaque em diversas áreas, contribuindo para a formação integral de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Com projetos inovadores e bem-sucedidos, a instituição tem atuado na promoção do desenvolvimento humano e social através da educação.

    Entre os projetos realizados pela instituição, destaca-se o RecreAção da Rede La Salle, que ocorreu entre os anos de 2010 e 2013. Em parceria com os cursos de Turismo, Educação Física, Núcleo de Pesquisa e Pós-Graduação e Extensão, o projeto teve como objetivo oportunizar aos educandos um ensino com foco na promoção do desenvolvimento integral da pessoa e na transformação da sociedade através da educação humana, cristã, solidária e participativa, paralelo a uma educação com qualidade. As atividades foram realizadas com crianças e adolescentes atendidos pelo Instituto, na faixa etária de 7 a 13 anos.

    Outro projeto importante desenvolvido pelo Instituto é o Programa de Aprendizagem, iniciado em janeiro de 2010, em conformidade com a Lei 10.097/2000. Esse programa permite, através de um contrato com vínculo empregatício e com prazo determinado, a inserção de adolescentes e jovens no mundo do trabalho. Os cursos oferecidos pelo Programa de Aprendizagem são realizados de forma simultânea com a aprendizagem prática na empresa, e as disciplinas são divididas em módulos com diversos temas. O Instituto também faz o cadastro de adolescentes e jovens e encaminha às empresas parceiras, realizando acompanhamentos do desempenho no ambiente de trabalho através de avaliações e relatórios.

    Barbatimão, buriti, aroeira, própolis, jatobá, terramicina e maracujá são algumas das plantas medicinais com as quais o IPJP trabalha em seus sabonetes artesanais

    Além disso, o Instituto Padre João Peter tem se destacado em eventos do terceiro setor, como a Feira ONG Brasil, realizada em novembro de 2010 no Expo Center Norte, em São Paulo. Com mais de 530 expositores de 73 cidades brasileiras e 10 países, a feira tem como objetivo integrar os diferentes setores da sociedade civil, criando um ambiente de oportunidades, troca de informação e profissionalização. O Instituto participou da feira e aproveitou para vender mais de 5.000 sabonetes com propriedades medicinais produzidos pela instituição, como barbatimão, buriti, aroeira, própolis, jatobá, terramicina e maracujá.

    Por meio dessas iniciativas, o Instituto Padre João Peter tem contribuído de forma significativa para a inclusão social, desenvolvimento pessoal e profissional, educação ambiental e transformação da sociedade, ajudando a melhorar a qualidade de vida de muitas crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

    Programa de Aprendizagem: Instituto Pe. João Peter incentiva jovens a ingressarem no mercado de trabalho

    Desfile de 7 de setembro de 1993. Tradução: Os estudantes de marcenaria apresentam seus primeiros produtos ao público, junto com os antigos trabalhos de seus professores.

    O Instituto Pe. João Peter iniciou em janeiro de 2010 o Programa de Aprendizagem, seguindo as diretrizes da Lei 10.097/2000. O objetivo do programa é proporcionar aos adolescentes e jovens a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho por meio de um contrato com vínculo empregatício e prazo determinado. O programa oferece cursos que são realizados de forma simultânea com a aprendizagem prática na empresa, divididos em módulos com diversos temas.

    Além disso, o Instituto faz o cadastro de adolescentes e jovens e os encaminha para empresas parceiras, realizando também o acompanhamento do desempenho no ambiente de trabalho, por meio de avaliação e relatório com a empresa parceira.

    O Instituto Pe. João Peter também tem se destacado em projetos sociais, como o Projeto Agrosolidário em parceria com a Aprosoja. Desde 2011, o Instituto atende famílias cadastradas através da distribuição gratuita de sucos à base de soja, com objetivo de conceder orientação nutricional para gestantes, pessoas com baixa imunidade, baixo peso, alteração hormonal, diabéticos e idosos. Durante a distribuição, é realizada uma roda de conversa bimestral com orientações para o fortalecimento dos atendidos.

    Alunos do Instituto participam do desfile do 07 de setembro em 1995

    O orgulho cívico sempre foi importante para os fundadores do IPJP, tendo os alunos participado do desfile de 7 de setembro em diversas oportunidades.

    Em 2013, em comemoração aos 25 anos de fundação do Instituto Pe. João Peter, a equipe de colaboradores e um grupo de 70 crianças e adolescentes participantes das atividades do Instituto participaram do desfile do dia 7 de setembro apresentando todas as atividades desenvolvidas pelo Instituto.

    O Instituto também colaborou na construção da casa das Irmãs de Vedruna, onde hoje é a Creche Municipal Irmãs Carmelitas, no Bairro Rio Verde, ajudando financeiramente na construção da casa das irmãs, que prestaram serviço no Instituto por vários anos.

    O projeto Minha Chance realizado de novembro/2017 até abril/2019, capacitou os egressos do sistema socioeducativo

    Outra iniciativa importante do Instituto Pe. João Peter é o programa de Pessoas em Cumprimento de Pena Alternativa, que tem como objetivo restabelecer a pessoa condenada na sociedade por meio do trabalho gratuito em instituições. Esse programa é focado em eliminar o preconceito da sociedade com o reeducando, sendo uma medida punitiva de caráter educativo e socialmente útil.

     

    Por fim, destaca-se o projeto Minha Chance, realizado de novembro/2017 até abril/2019, que capacitou os egressos do sistema socioeducativo para a inserção no mercado de trabalho e na sociedade, acompanhados por um período por um instrutor nas atividades teóricas e práticas. O projeto tem como objetivo principal melhorar o acompanhamento disponibilizado aos jovens em situação de vulnerabilidade social, que muitas vezes se encontram em razão de uso de drogas.

     

    Espaços de controle social e políticas públicas

    Foto histórica do espaço de atendimento das terapias no Bairro Rio Verde, em 1992.

    O compromisso do Instituto com a participação política se reflete em sua atuação nos conselhos municipais desde 1996. Desde então, a instituição tem presença garantida no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) e no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), onde tem contribuído de maneira significativa na discussão e construção de políticas públicas. 

    Além disso, o Instituto teve participação ativa em outros conselhos importantes, tais como o Conselho Municipal de Saúde (CMS), o Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA), o Conselho Municipal do Programa Bolsa Família (CMPBF), o Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), o Conselho Municipal do Idoso (CMI), o Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (CMPD) e o Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (FÓRUM MDCA). Com essa atuação, o Instituto busca contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, em que as necessidades e direitos de todos sejam respeitados e atendidos.

    O Instituto Pe. João Peter tem como missão promover o desenvolvimento humano integral, atuando como agente transformador da sociedade.

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