Tangará da Serra, município localizado a 242 km de Cuiabá, vive um cenário crítico com a declaração de estado de emergência devido à epidemia de dengue e chikungunya. O prefeito Vander Masson assinou o decreto na última quinta-feira (7), reconhecendo a urgência em conter a propagação dessas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
A situação se agrava com os números alarmantes apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde: 766 notificações de dengue e 555 de chikungunya registradas somente este ano. O município responde à emergência com medidas rápidas, incluindo a dispensa de licitação para contratação de pessoal temporário e aquisição de equipamentos essenciais para o combate ao mosquito vetor.
Contudo, um novo desafio surge com a exclusão de Mato Grosso da lista de distribuição das doses da vacina contra a dengue, conforme anunciado pelo Ministério da Saúde. Esta decisão ocorre mesmo após o estado registrar 254 casos confirmados da doença até meados de janeiro deste ano.
A justificativa do Ministério da Saúde baseia-se na escassez de doses disponíveis, resultando na definição de critérios de priorização para os municípios que serão contemplados. Tangará da Serra, apesar de estar em estado de emergência, não está entre os beneficiados nessa fase inicial, adicionando um novo elemento de desafio à gestão da crise local.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), somente em janeiro deste ano, 671 casos de dengue foram notificados, com 549 considerados prováveis e 254 confirmados. A inclusão de sete casos de chikungunya agrava ainda mais a situação epidemiológica na região.
Com Tangará da Serra na linha de frente dessa batalha contra as arboviroses, a exclusão da vacina coloca Mato Grosso diante de um desafio adicional na luta contra essas doenças transmitidas por mosquitos. A comunidade local e as autoridades sanitárias agora enfrentam uma corrida contra o tempo para controlar a epidemia e buscar soluções para a proteção da população.





























