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Apicultores baianos investem na produção de pólen que pode ser utilizado na alimentação humana

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     A criação de abelhas é normalmente volta para a produção de mel. Mas uma colmeia também gera outros produtos de valor comercial, como o pólen, que pode ser aproveitado na alimentação humana. Em Canavieiras, no litoral Sul da Bahia, uma cooperativa de criadores resolveu apostar nisso.
     A descoberta da produção de pólen na região foi mais um acaso do que uma escolha. As primeiras coletas de mel realizadas ainda na década de 1980 revelaram um produto impróprio para o comércio, porque ele acabava fermentando com a alta umidade e o calor. Daí, em vez de abandonar a criação, os produtores mudaram o foco para o pólen.
     Para isso, foi preciso adaptar o manejo, porque produzir pólen é mais complicado do que trabalhar com mel.
     O pólen é um dos produtos que as abelhas usam na sua dieta. Lídia Barreto explica que o pólen das abelhas é bem diferente do pólen das flores.
     O pólen é retirado de diversas flores e, por isso, tem cores e sabores variados. Na alimentação humana, pode fazer parte de diversas receitas.
     O jeito mais comum de se consumir é in natura. O produto tem uma crocância e um pouco de acidez. Pode entrar na mistura da receita, ou no acabamento.
Coleta
     Toda coleta do pólen é feita com a ajuda de um plástico todo furadinho, colocado na entrada da caixa. Os furos têm o tamanho exato do corpo das abelhas (4,6 milímetros) que, quando passam por eles com as patas carregadas, acabam tendo que deixar o pólen para trás.
     Na Bahia, uma adaptação feita nessa placa possibilitou um aumento de produtividade de 100 até 180 gramas por colmeia, diariamente. Eles inclinaram em 45 graus a placa que era usada reta, aumentando assim o campo de pouso das abelhas.
     Depois de passar pela tampa, as abelhas só ficam com 35% do pólen. Os outros 65% ficam para ele vender. Por isso, a cada 15 dias é preciso abrir a caixa para repor a proteína retirada dos insetos.

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