O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) afirmou que pretende apresentar documentos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para embasar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar repasses de recursos federais ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Segundo o parlamentar, o material reunido contém documentos e assinaturas que, segundo ele, comprovam as informações que serão levadas ao plenário.
Durante declaração à imprensa, Guarnieri afirmou que os dados obtidos apontam para a destinação de recursos federais ao órgão de controle e defendeu uma apuração aprofundada sobre a utilização dos valores.
“Temos documentos. É algo comprobatório, com assinaturas e registros. Vamos relatar isso e queremos abrir uma CPI para investigar todas essas ações”, declarou.
O deputado citou especificamente um repasse de aproximadamente R$ 20 milhões, que, segundo ele, teria sido autorizado em 2024 e executado em 2025. Para o parlamentar, os valores levantam questionamentos diante da estrutura orçamentária já existente no Tribunal de Contas.
Guarnieri argumentou que o TCE-MT possui um dos maiores orçamentos entre os órgãos de controle do país e comparou a realidade de Mato Grosso com a do Estado de São Paulo. Segundo ele, mesmo com uma população significativamente menor e menos municípios, Mato Grosso mantém um orçamento para o Tribunal que considera elevado.
O parlamentar também questionou o aumento de despesas na área de comunicação institucional do órgão. Conforme relatou, os investimentos teriam saltado de cerca de R$ 6 milhões para mais de R$ 22 milhões, o que, em sua avaliação, merece esclarecimentos.
Sem apresentar provas públicas durante a entrevista, Guarnieri associou os gastos à gestão do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, e afirmou considerar inadequada a destinação dos recursos diante de outras demandas existentes no Estado.
“Estamos falando de um Estado que ainda tem carências em áreas como educação, infraestrutura e creches. Por isso, entendemos que esses gastos precisam ser investigados”, afirmou.
O deputado informou que busca apoio de outros parlamentares para viabilizar a instalação da CPI. A abertura da comissão depende da coleta do número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento interno da Assembleia Legislativa.
Até o momento, o Tribunal de Contas do Estado não havia se manifestado sobre as declarações do parlamentar. O espaço permanece aberto para posicionamento do órgão e de seus representantes sobre os questionamentos levantados.
































