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EXPRESSÃO DA FÉ

“Impedir cristãos de se manifestarem seria antidemocrático”, diz Samanta Iris sobre Marcha para Jesus

Samanta Iris

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A primeira-dama de Cuiabá e vereadora por Cuiabá, Samanta Iris (PL), saiu em defesa da participação de lideranças políticas durante a Marcha para Jesus, realizada no último fim de semana na Capital. O evento reuniu milhares de fiéis e contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o senador Flávio Bolsonaro.

Questionada por jornalistas sobre críticas relacionadas ao uso do evento religioso para discursos de cunho político, Samanta rebateu as alegações e afirmou que a participação de políticos cristãos em manifestações de fé não deve ser vista como algo inadequado.

“Seria muito injusto e até antidemocrático impedir que pessoas cristãs que estão na política participem dos seus movimentos religiosos e expressem a sua fé”, declarou.

A vereadora argumentou que o debate sobre religião e política costuma ser levantado por grupos contrários à participação ativa de cristãos em pautas públicas e defendeu que a manifestação foi, acima de tudo, um momento de espiritualidade e oração pelo país.

Segundo Samanta, a Marcha para Jesus teve como foco principal a fé, a união e a oração pelo Brasil, afastando a ideia de que o evento tenha sido transformado em um palanque político.

“Foi um momento muito espiritual. Nós entendemos que vivemos um período em que é necessário orar pelo nosso país, pelos governantes e por mudanças que muitos brasileiros esperam”, afirmou.

Sobre a presença de Flávio Bolsonaro e as críticas de que o evento teria dado mais espaço para discursos políticos do que para mensagens religiosas, Samanta minimizou a situação.

Ela destacou que a participação do senador foi breve em comparação à duração total da programação, que se estendeu por várias horas.

“Eu não vejo que tenha acontecido isso. A participação do Flávio foi curta dentro de um evento que durou horas. Às vezes tentam enquadrar a questão política como se ela resumisse o evento todo, e eu não vejo dessa forma”, pontuou.

A declaração da vereadora reacende o debate sobre os limites entre manifestações religiosas e posicionamentos políticos em eventos públicos, especialmente em encontros de grande mobilização popular como a Marcha para Jesus.

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