Comandada pelo ex-delegado de Lucas do Rio Verde Flávio Stringueta, chefe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), juntamente com a Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz), a polícia judiciária civil deflagrou na manhã nesta quarta-feira (29) a operação “Mantus” que teve como objetivo combater o jogo do bicho outros jogos de azar, no Estado.
A operação “Mantus” cumpriu 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.
Além de Cuiaba e Varzea grande, outras cinco cidades do interior a policia realizou buscas e realizou prisões, entre elas Sorriso onde duas pessoas e dois veículos foram apreendidos. A policia encontrou também em Sorriso vários materiais que comprovam as ilicitudes.
Entre os presos estão João Arcanjo Ribeiro e o genro dele Giovanni Zem Rodrigues, ambos suspeitos de chefiar uma das organizações criminosas no estado.
Um dos alvos da operação foi preso no aeroporto de Guarulhos, com apoio da Polícia Federal. O voo saiu de Cuiabá, por volta das 02 da manhã, e assim que pousou em Guarulhos/SP, o piloto da aeronave informou para que os passageiros aguardassem, por haver necessidade de realização de um atendimento médico dentro da aeronave. Todavia, 03 agentes da PF entraram no avião e deram voz de prisão ao passageiro, alvo da operação.
Conforme o delegado Flavio Stringueta as investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho em Mato Grosso e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.
João Arcanjo Ribeiro Volta para prisão após 8 meses em liberdade
Considerado o chefe do crime organizado nas décadas de 80 e 90 em Mato Grosso, Arcanjo conseguiu a progressão de pena – do regime fechado para o semiaberto – por decisão do juiz Jorge Luiz Tadeu, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá.
Com penas que somam mais de 80 anos, ele é acusado de vários crimes, entre eles homicídio, contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, e foi solto depois de cumprir 1/6 da pena.
O crime de maior repercussão atribuído a ele é a morte do empresário Domingos Sávio Brandão de Lima Júnior, dono do jornal Folha do Estado, em 2002. Por ser o mandante do crime, Arcanjo foi condenado a 19 anos de prisão.
A progressão de pena de Arcanjo foi contrária a um parecer do Ministério Público Estadual (MPE), que afirmou que mesmo preso, ainda em agosto de 2007, foi comprovado que o ex-bicheiro continuava no comando do jogo do bicho na Capital, cinco meses depois de receber a “liberdade”, inclusive, houve denúncias de que ele estaria reincidindo no jogo do bicho. Ao se explicar à Justiça, Arcanjo classificou o fato como “maldoso” e fruto de “armações”.





























