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APÓS PERÍCIA

Segunda vítima de queda de avião em Água Boa é identificada

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A segunda vítima do acidente aéreo que matou três pessoas em uma fazenda de Água Boa (730 km de Cuiabá) foi identificada como Luiz Alberto Martinez, de 44 anos, natural do Paraguai. A informação foi confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O empresário Vanderlei Sattler, de 65 anos, já havia sido identificado. Natural de Montenegro (RS), ele era sócio de uma empresa especializada em manutenção e reparos de aeronaves, com sede em Mato Grosso do Sul. A identidade da terceira vítima ainda não foi confirmada.

As investigações apontam que Sattler havia comprado o avião cerca de quatro meses antes da queda. A aeronave, um Cessna, não estava habilitada para operar no Brasil, não tinha processo de nacionalização, matrícula brasileira ou certificado de aeronavegabilidade.

Segundo a apuração, o avião decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular e plano de voo aprovado.

Avião foi apreendido pela PF

A aeronave havia sido apreendida em 2017, em Goiás, durante uma operação da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas. Posteriormente, o Cessna foi leiloado pela Justiça Federal.

Após a queda, a Polícia Civil encontrou indícios de que o avião pode ter sido utilizado novamente em uma operação relacionada ao tráfico internacional de drogas. A forma como a aeronave foi adquirida também passou a ser investigada.

Conforme o levantamento, o avião teria sido comprado por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, segundo os investigadores, não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte por meio de um veículo de alto valor.

O carro utilizado na negociação já havia sido registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

Outro ponto analisado é a situação de um dos ocupantes da aeronave, que possuía pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

Para a Polícia Civil, os elementos levantados até o momento indicam que a aeronave pode ter sido utilizada novamente em uma atividade ilícita, possivelmente para o transporte internacional de drogas.

A investigação está em fase final e aguarda a conclusão dos laudos periciais. A Polícia Civil apura ainda a origem, o destino e as circunstâncias da queda.

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