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    Abandono e desespero: Médica relata ao MPE falta de aparelho de eletro em UPA de Cuiabá e morte de paciente por infarto

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    Uma médica que foi plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pascoal Ramos, em Cuiabá, revelou, em depoimento ao Ministério Público do Estado (MPE), que um paciente acabou morrendo vítima de infarto na unidade, que não contava com um aparelho de eletrocardiograma.

    De acordo com a profissional, que era contratada pelo Município, já havia algum tempo que a unidade de saúde estava sem o aparelho de eletrocardiograma. Ela relata ainda que várias documentações relatando a falta do equipamento e realizando uma nova solicitação foram feitas.

    Mas “por muito tempo ficamos sem o aparelho, não sei dizer exatamente quanto, mas um tempo significativo”, relatou.

    A profissional relata ainda que em dada situação um paciente chegou diretamente ao box de emergência, vítima de infarto, mas na unidade de saúde não havia o equipamento adequado para atendê-lo.

    “Quando o paciente chegava com dor torácica, ou alguma coisa, a gente tinha que colocar o paciente na ambulância e estar transladando ele para outra unidade que tinhao eletrocardiograma]”, disse a médica.

    Embora todo o empenho fosse aplicado para atender o paciente, a médica afirma que mesmo assim a segurança ficava comprometida, devido ao tempo necessário de transporte.

    O caso

    Ao MPE, a médica relata que um paciente chegou a falecer sem a realização do exame. De acordo com a profissional, ele estava sendo preparado para ser transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu faleceu ainda no setor Pascoal Ramos.

    O caso foi registrado no dia 02 de junho desse ano. A família da paciente, que morreu no local, ficou revoltada e depredou a recepção da unidade. Uma das portas da unidade chegou a ser quebrada. A Polícia Militar foi acionada pela direção da unidade acionou para evitar que a situação piorasse.

    Plantonista na data do caso, a profissional relembra: “Sofremos muitas retaliações, principalmente por parte da família, que até não tiro [o direito] “.

     

     

    Otavio Ventureli(da redação com reportermt)

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