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    “Ela acordava gritando, só eu sei o que passei naquele lugar”, relata pai sobre Negligência Médica que causa morte de gestante e bebê em Tapurah

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    O relato angustiante de Luiz Felipe, esposo de Nataline e pai de Eloá, expõe a série de eventos trágicos que levaram à perda irreparável de sua esposa e filha, vítimas da negligência médica. “Desde o início da gestação, enfrentamos dificuldades para obter acompanhamento médico aqui em Tapurah”, desabafa Luiz Felipe. Ele relata como, ao longo de cinco meses e meio de gravidez, Nataline teve apenas duas consultas de emergência, evidenciando as falhas no sistema de saúde local.

     

    Luiz Felipe descreve o momento de pavor quando, após uma dessas consultas, foram enviados para casa apenas com um receituário de ibuprofeno, apesar do sangramento contínuo de Nataline. A situação se agravou no dia seguinte, quando ela procurou atendimento novamente e foi transferida para o hospital regional em Sorriso. A viagem, em uma ambulância sem ar-condicionado, expôs Nataline a condições perigosas durante o percurso.

     

    No hospital regional, medidas foram tomadas para tentar salvar a gestação prematura, mas a tragédia se consumou quando a bebê nasceu sem vida na sala de espera, sob os cuidados de uma enfermeira, sem a presença de um médico para o parto. “Eu não saí de lá durante o dia inteiro, exceto quando tive que vir a Tapurah para sepultar minha filha”, lamenta Luiz Felipe.

     

    Ao retornar a Sorriso para estar ao lado de sua esposa, Luiz Felipe testemunhou sua trágica morte após procedimentos médicos mal sucedidos. Ele destaca a falta de ação dos profissionais de saúde e a falta de transparência, incluindo a emissão de um laudo falso sobre a morte de sua filha. “Eles disseram que minha filha chegou ao hospital sem vida, mas isso é uma mentira”, enfatiza.

     

    Enquanto isso, a população de Tapurah enfrenta uma crise de saúde pública, com relatos de falta de atendimento médico, negligência e rotatividade constante de profissionais no hospital local. “É preciso uma intervenção urgente para garantir que nenhuma outra família passe pelo que passamos”, clama Luiz Felipe.

     

    Esta trágica história serve como um alerta sobre a necessidade de investigações rigorosas e reformas no sistema de saúde local para evitar mais perdas evitáveis e garantir que todas as gestantes recebam o cuidado e atenção necessários para uma gravidez saudável e segura.

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