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    “Não quero que as pessoas, por desespero, tenham um forno como moradia”, diz Abílio Brunini

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    O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Prefeitura não vai aprovar projetos habitacionais de interesse social com terrenos menores que 200 metros quadrados, equivalente a lotes de 10 por 20 metros. A medida atinge empreendimentos que vinham propondo unidades compactas, com cerca de 39 metros quadrados de área construída.

    Segundo o prefeito, a decisão foi tomada por entender que modelos desse porte, especialmente construídos com placas de concreto, não oferecem condições adequadas de moradia diante das altas temperaturas registradas na capital mato-grossense.

    Ao justificar a posição, Abilio criticou duramente o padrão apresentado por algumas construtoras e disse que não pretende autorizar residências que, na avaliação dele, comprometem o conforto térmico dos moradores.

    “Não quero que as pessoas, por desespero, tenham um forno como moradia”, declarou.

    O prefeito argumentou que, em uma cidade que frequentemente registra temperaturas próximas dos 40 graus, o uso de determinados materiais construtivos pode agravar o calor dentro das casas. Para ele, habitação popular não pode ser pensada apenas sob a lógica do menor custo.

    Durante o anúncio, Abilio também fez críticas ao setor imobiliário e questionou o modelo defendido por empresários, afirmando que muitos dos que apoiam empreendimentos menores não vivem em imóveis com esse padrão.

    Na avaliação do gestor, o lucro das construtoras deve estar condicionado ao cumprimento de exigências que garantam qualidade de vida à população. Ele reforçou que a prefeitura manterá regras urbanísticas rígidas para novos projetos.

    Além do tamanho mínimo dos lotes, o município também pretende cobrar padrões construtivos voltados ao conforto térmico e ao planejamento urbano sustentável. A revisão das diretrizes inclui ainda preocupação com arborização e preservação ambiental.

    Abilio rebateu críticas de que as exigências poderiam afastar investidores e afirmou que, ao contrário, houve aumento no interesse de construtoras após a sinalização das novas regras.

    Segundo ele, o objetivo é permitir o crescimento urbano aliado à qualidade das moradias e ao respeito ao meio ambiente, sem abrir mão de critérios considerados essenciais para a expansão da cidade.

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