O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o Governo de Mato Grosso está aberto a manter e ampliar o apoio ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, mas ressaltou que a responsabilidade pela gestão da autarquia é do próprio município.
A declaração foi feita em meio às investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que apuram possíveis irregularidades administrativas no órgão responsável pelo abastecimento de água da cidade.
Questionado sobre a possibilidade de novos investimentos estaduais no DAE, Pivetta destacou que cabe à administração municipal definir prioridades e apresentar projetos estruturados para viabilizar repasses.
“O município é quem manda no DAE. O DAE é uma autarquia do município, uma espécie de empresa municipal”, afirmou o governador, ao reforçar a autonomia da gestão local.
Pivetta também lembrou que o Estado já realizou parcerias e repasses em outras ocasiões para melhorias no sistema de abastecimento. Segundo ele, o governo segue disposto a colaborar, desde que haja planejamento e demandas formalizadas.
“O governo do Estado está pronto para ajudar. Já ajudamos em outras situações, fizemos convênios, inclusive para estação de tratamento de água, e repassamos recursos em diferentes momentos. Continuamos abertos a novas parcerias”, disse.
No entanto, o governador condicionou novos investimentos à apresentação de projetos claros por parte do município, com definição de prioridades e organização das demandas.
“É preciso ter projeto, prioridade e planejamento. Quem define isso é o município”, completou.
A situação do DAE ganhou repercussão após a Justiça autorizar investigação solicitada pelo Ministério Público, que apura possíveis irregularidades na gestão da autarquia.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), já se manifestou sobre o caso e afirmou não temer as investigações, defendendo que eventuais esclarecimentos sejam prestados por gestões anteriores.
De acordo com o MPMT, a apuração teve início a partir de uma auditoria realizada em agosto de 2025, que identificou inconsistências em sistemas internos, divergências em registros de faturamento e movimentações consideradas fora do padrão em cortes e religações de água.
Entre os pontos investigados está a suspeita de “religações fantasmas”, que poderiam ter sido usadas para simular serviços e gerar pagamentos indevidos a servidores, causando possível prejuízo aos cofres públicos.

































