A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia (MDB), explicou os motivos que a levaram a desistir da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A renúncia foi formalizada na Justiça Eleitoral na sexta-feira (14), após a emedebista concluir que não havia uma articulação política suficiente para justificar sua candidatura.
Vânia afirmou que chegou a colocar o nome à disposição do MDB durante o período de pré-campanha, mas decidiu não avançar com a candidatura. Segundo ela, a decisão foi tomada antes da convenção estadual do partido, realizada em 4 de agosto.
“Eu me coloquei, sim, como pré-candidata, para somar como partido. […] Ao final disso não houve algo que fosse substancial para eu me candidatar efetivamente”, explicou.
A vice-prefeita também afastou qualquer relação entre a desistência e a possibilidade de Jéssica Riva disputar as eleições. Segundo Vânia, a decisão já estava definida independentemente de quem integraria a chapa.
“De forma alguma. Eu estive lá, independente de ter Jéssica Riva ou não”, afirmou.
Outro ponto considerado por Vânia foi a composição da chapa do MDB para a Assembleia Legislativa. Ela avaliou que o partido já contava com um número expressivo de mulheres interessadas na disputa e que sua entrada poderia deixar a composição ainda mais concorrida.
“A chapa de deputadas estaduais já estava bastante composta por mulheres. Eu acredito que ser mais uma ali nesse cenário ficaria bastante pesada essa chapa”, disse.
Com a saída da disputa, Vânia afirmou que pretende concentrar sua atuação na vice-prefeitura de Cuiabá e no comando do MDB na Capital. Ela também destacou que a decisão busca abrir espaço para outras mulheres dentro da legenda.
“Fortalecer o partido com mulheres seria bastante viável. E eu analisei tudo isso e preferi, dei a preferência pela renúncia”, declarou.
A emedebista ainda negou que a desistência tenha sido resultado de acordo político ou conflito interno. Segundo ela, a decisão partiu exclusivamente de uma avaliação pessoal sobre sua participação no processo eleitoral.
“Antes de tudo, é uma decisão minha”, reforçou.




























