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ARTICULAÇÕES

Gallo abre mão da suplência, Elson Ramos assume vaga e Podemos consolida apoio à pré-candidatura de Pivetta

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O empresário Elson Ramos (Podemos) foi confirmado como segundo suplente na chapa do ex-governador Mauro Mendes (União) ao Senado, após o ex-secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, desistir da posição. A mudança faz parte da articulação política que consolidou a entrada do Podemos na base de apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso.

A definição ocorreu depois que o Podemos oficializou, nesta quarta-feira (5), adesão ao projeto liderado por Pivetta. Antes disso, Elson Ramos chegou a ser cogitado para ocupar a vaga de vice na chapa ao governo, mas a indicação acabou recaindo sobre o deputado federal Fábio Garcia (União).

Sem a vaga de vice, o Podemos iniciou conversas para integrar a chapa do senador Wellington Fagundes (PL), buscando manter participação na disputa majoritária. No entanto, após as negociações, a sigla decidiu permanecer ao lado da base governista. Outro nome lembrado para compor a chapa foi o empresário Paulo Lucion (Podemos), mas a escolha final ficou com Elson Ramos.

Suplência entrou na negociação

Antes da definição, Otaviano Pivetta já havia informado que a segunda suplência ao Senado estava disponível para o Podemos. Conforme relatou, Rogério Gallo abriu mão da posição e chegou a oferecer a vaga ao presidente estadual do partido, Max Russi, que preferiu não aceitá-la naquele momento.

“O Gallo colocou à disposição a possibilidade, a segunda suplência, que está tudo desenhado para o Gallo ter a segunda suplência do Mauro. O Gallo colocou à disposição para ele, ele agradeceu, ele não quis”, declarou Pivetta.

Na ocasião, o Podemos ainda discutia internamente qual caminho seguir nas eleições de 2026. Após a decisão de apoiar Pivetta, a suplência voltou à mesa de negociações, culminando na indicação de Elson Ramos.

Pivetta afirmou ainda que a resistência inicial do partido não estava relacionada à proposta em si, mas, possivelmente, à falta de diálogo entre as lideranças.

“Então acho que não é isso. Talvez tenha faltado conversa, diálogo mesmo. Pelo que eu senti hoje, acho que é isso”, afirmou.

Segundo o governador, Max Russi utilizou os últimos dias para ouvir convencionais, candidatos a deputado estadual e federal, além de outras lideranças do Podemos, antes de definir o posicionamento da legenda.

“Ele esperou, ouviu todos os convencionais dele, ouviu os companheiros de chapa dele, deputados estaduais, deputados federais, e o que ele nos trouxe é que é isso. Noventa por cento dos candidatos querem apoiar o nosso lado, a nossa chapa”, concluiu Pivetta.

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