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'NÃO VOU SUBIR NO PALANQUE'

Abilio diz que legado de Riva e Silval impede apoio à aliança entre PL e MDB

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a criticar a aliança entre o PL e o MDB nas eleições de 2026 e afirmou que a rejeição ao acordo está diretamente ligada ao período em que o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, exerceu forte influência na política de Mato Grosso. A coligação foi oficializada durante a convenção estadual do MDB, realizada na terça-feira (4), que confirmou a candidatura da deputada estadual Janaína Riva ao Senado na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado.

Para o gestor, a capital ainda enfrenta reflexos das administrações ligadas a José Riva e ao ex-governador Silval Barbosa, especialmente na infraestrutura e mobilidade urbana.”Cuiabá já pagou uma conta no passado e continua pagando até hoje com o grupo dos Riva, o grupo do Silval. Se temos a cidade rasgada de fora a fora, é por causa desses grupos”, afirmou.

O prefeito reiterou que não participará de eventos políticos ao lado do MDB e de seus aliados, mesmo com a composição firmada pelo próprio partido. “Não vou subir onde estiver o MDB. Eu não vou subir nesse grupo, não estou com esse grupo. Não estou com o MDB, não estou com o Jayme Campos, não estou com os Rivas, não estou com essa turma. Se ele [Wellington] está com eles, não estou nesse projeto, não vou fazer parte”, declarou ao ser questionado se pediria votos para Wellington Fagundes.

Abilio afirmou que manterá a posição, ainda que isso gere desgaste interno no PL.

“Posso perder a eleição, posso ficar com um problema de relacionamento, mas tenho um posicionamento muito claro. Era contra esse grupo antes, continuo contra, não farei campanha para esse grupo e não me envolverei nele”, disse.

O prefeito também afirmou que não pretende mudar seu posicionamento em razão de acordos partidários.

“Vou defender o retorno desses grupos ao poder por causa de qualquer aliança partidária? Lógico que não. Tenho responsabilidade com a minha cidade muito mais do que a responsabilidade de qualquer aliança partidária”, acrescentou.

Ao justificar a resistência ao MDB, Abilio citou o histórico político de José Riva e Silval Barbosa. Riva presidiu a Assembleia Legislativa por diversos mandatos e, em acordos de colaboração premiada firmados com o Ministério Público, confessou participação em esquemas de desvio de recursos públicos. Já Silval Barbosa governou Mato Grosso entre 2010 e 2014 e foi preso durante a Operação Sodoma, que investigou um esquema de pagamento de propinas e concessão irregular de incentivos fiscais.

O prefeito também mencionou as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), iniciadas durante a gestão de Silval. O projeto foi interrompido após investigações apontarem suspeitas de fraudes, sobrepreço e pagamento de propinas. Os corredores inacabados permaneceram por anos em Cuiabá e Várzea Grande, até a substituição do modal pelo BRT.

“Estou pagando essa conta aqui hoje de viver em uma cidade em que a mobilidade é um caos, em que as pessoas reclamam de um monte de problemas de obras. E vou defender a volta dessa turma? Não vou fazer isso”, concluiu.

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