Em meio às articulações para a formação dos palanques das eleições de 2026, o ex-governador Mauro Mendes (União) admitiu que as negociações provocaram um desgaste na relação com o deputado estadual Max Russi (Podemos), ampliando as incertezas sobre o posicionamento da sigla na corrida pelo Governo de Mato Grosso.
A declaração foi dada nesta terça-feira (4), após a convenção do Podemos, em Cuiabá. Segundo Mauro, ficou evidente a insatisfação de Max com os últimos movimentos políticos, principalmente diante das indefinições sobre a composição das chapas majoritárias.
“Ficou visível que o Max não gostou da situação e prova disso que hoje, durante a sua convenção, ele acabou não citando e nem falando se vai coligar ou se não vai coligar”, afirmou.
Questionado se a possibilidade de o Podemos lançar candidatura própria representaria uma ameaça ao grupo, Mauro negou e afirmou que essa é uma decisão legítima de qualquer partido.
“Eu não disse ameaça, eu disse considerando a possibilidade, que isso não é uma ameaça. Lançar uma candidatura não é uma ameaça. É uma prerrogativa que cada partido tem e pode simplesmente fazer”, declarou.
Apesar do desconforto, o ex-governador afirmou que o Podemos continua tendo espaço na aliança e defendeu a manutenção das conversas com Max Russi.
“Tem espaço sim. Isso nunca foi deixado de ser considerado. É normal que de última hora haja essas interfaces aí de conflito, até de informação. Mas é natural também que o diálogo continue acontecendo até o último segundo”, disse.
Mauro também classificou Max Russi como uma das principais lideranças emergentes de Mato Grosso e destacou que o deputado mantém diálogo com diferentes grupos políticos, o que considerou natural no período de construção das alianças.
“Não é proibido conversar na política. Aliás, é salutar e fundamental que se converse na política”, concluiu.




























