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EM MEIO A DESGASTES

Wellington evita confronto com ala do PL e diz que aposta no diálogo

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O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, minimizou o racha interno provocado pela aliança entre o PL e o MDB e afirmou que pretende conduzir o projeto político com diálogo e paciência. A declaração foi feita na noite de terça-feira (4), após a convenção estadual do MDB, que oficializou a deputada estadual Janaína Riva como candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo liberal.

A composição entre as duas legendas gerou resistência dentro do próprio PL. O deputado federal José Medeiros (PL) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), chegaram a recorrer ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, para tentar barrar o acordo. Apesar das articulações, a direção nacional manteve a aliança e determinou que os filiados apoiem a candidatura do partido ao Governo do Estado.

Sem comentar diretamente as divergências internas, Wellington afirmou que sua prioridade será construir unidade.

“Aprendi desde criança, com meu pai, que é preciso ouvir, ter paciência, dialogar e buscar sempre o melhor caminho. É assim que pretendo conduzir esse projeto”, afirmou.

O senador disse acreditar que o PL estará unido durante a campanha, especialmente em torno do projeto nacional da legenda.

“Tenho certeza de que o PL estará unido, principalmente em torno do projeto de eleger Flávio Bolsonaro presidente. Vamos trabalhar para unir todos os partidos dessa aliança e construir um Estado mais justo, com oportunidades para todos”, declarou.

Durante o discurso, Wellington relembrou sua trajetória política e afirmou que sua experiência o credencia para governar Mato Grosso.

“Depois de toda a minha caminhada, de seis mandatos como deputado federal, sendo duas vezes o mais votado, e de ter sido reeleito senador como o segundo mais votado do país, estar aqui com o povo, abraçando as pessoas e pensando no futuro é motivo de muita felicidade”, disse.

O candidato também apresentou algumas prioridades para uma eventual gestão. Segundo ele, a meta será concluir obras públicas paralisadas, como creches, escolas e unidades de saúde, além de investir na valorização dos servidores públicos. Wellington afirmou ainda que pretende manter um governo pautado pelo diálogo com a população e os diferentes setores da sociedade.

Questionado sobre a composição da chapa, Wellington informou que a definição do candidato a vice-governador deve ocorrer até o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. “Até lá, farei o que sempre fiz: estar próximo da população”, concluiu.

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