O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) elevou o tom dos ataques contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (14), no Palácio Paiaguás, sede do Executivo Estadual, Pivetta classificou o parlamentar como um “negociador de emendas” e afirmou que pretende expor, durante a campanha eleitoral, os locais onde os recursos indicados por Fagundes foram destinados. A declaração foi divulgada nesta sexta-feira.
“Só nos últimos 10 anos, 12 anos que ele é senador, ele distribuiu mais de um bilhão e meio de emendas. Procure saber onde estão as emendas dele. Durante a campanha nós vamos mostrar onde ele botou essas emendas. É um negociador de emendas, essa é a profissão dele”, disparou o governador.
Além das críticas relacionadas às emendas parlamentares, Pivetta também buscou associar o adversário ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao ex-governador Silval Barbosa, condenado em processos relacionados a esquemas de corrupção em Mato Grosso. As declarações fazem parte de uma sequência de embates públicos entre os dois pré-candidatos.
O confronto entre Pivetta e Wellington vem se intensificando nos últimos meses. Em junho, o governador já havia chamado o senador de “desprezível” ao rebater críticas feitas por Fagundes sobre um projeto de empréstimo de R$ 1,5 bilhão encaminhado pelo Executivo estadual.
Wellington, por sua vez, também já respondeu aos ataques de Pivetta. Em junho, após ser chamado de “desprezível” e ter sua trajetória política criticada, o senador afirmou que Mato Grosso precisava discutir propostas e prioridades para o Estado, em vez de concentrar o debate em ataques pessoais.
A disputa entre os dois ganhou espaço no cenário eleitoral de 2026 antes mesmo do início oficial da campanha. Wellington está em seu segundo mandato como senador e foi confirmado pelo PL como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. Pivetta, atual governador, busca a reeleição pelo Republicanos.
Com a aproximação do período eleitoral, o embate deve se concentrar também no histórico político dos candidatos, na destinação de recursos públicos e nas propostas para o futuro do Estado.





























