O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, negou pedido do senador Wellington Fagundes e manteve sem sigilo o inquérito policial que investiga recebimento de R$ 300 mil nas eleições de 2014. Informação foi delatada pelo colaborador premiado Joesley Batista, sócia da JBS.
Ainda conforme informações do inquérito, o montante foi repassado em espécie “de modo a ocultar a origem do valor “ e o dinheiro serviu para caixa 2 de campanha eleitoral. Há indícios ainda de lavagem de dinheiro.
Fagundes requereu sigilo da investigação alegando tratar-se de “pessoa pública, com forte exposição na mídia”, submetido a “riscos de constrangimentos desnecessários, que em nada contribuiriam para o deslinde do feito”.
Em sua decisão, Jorge Alexandre Martins Ferreira negou o requerimento. “Não há nos autos elementos informativos que possam, de alguma forma, atingir a esfera de privacidade e intimidade do peticionante de modo a recomendar a imposição de sigilo à tramitação das investigações. Não se postulou nem houve deferimento de medidas probatórias cautelares que pudessem expor dados fiscais, bancários ou telefônicos”, afirmou.
O magistrado esclareceu ainda que o caso destoa de outro em que houve decretação de sigilo, “visto tratar-se de pedido formulado por quem já detém mandato eletivo, excluído, portanto, do atual processo eleitoral”.
Otavio Ventureli(com assessoria)





























